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Mostrando postagens de setembro, 2025

Fortes e Fontes

Bateu uma vontade de objetivar o meu texto de ontem. Resumir sem perder a essência, sem prejudicar o essencial. O menino ficar emocionado a ponto de ter os olhos lacrimejados ao falar que a ação de uma pessoa simples está sendo registrada por uma força maior e misteriosa é sensacional. E sensacional é saber da sensação de que nada se esvai, ou escapa. Nenhuma ação fica sem resposta, ou absorção. Ser sensível e poder expressar a percepção a partir da sensibilidade é tarefa diária e necessária. Tarefa retratada na observação positiva que alguém faz sobre os desenhos que eu promovo sobre calças e camisetas. Tarefa também retratada na generosidade de alguém que confecciona um boneco do artista Van Gogh e presenteia uma amiga. Essas ações modificam vidas, naqueles instantes onde a vida precisa   de um gás, de uma motivação mais clara e objetiva. A ação do Sujeito, acionando Objetos que ajudam a remada pra frente da vida do outro Sujeito. Estamos todos sujeitos à tempestades de vent...

Sensibilidade

Requer uma certa inteligência perceber depois de nos sensibilizarmos com alguém, ou alguma coisa, mas acho que é algo além disso. É imperativo Percebermos. Racionalizarmos a magia do sentimento. Objetivamente me sensibilizei com a hipersensibilidade de um garoto do ensino médio que não tive o prazer de conhecer no Ensino fundamental, mas o conheci agora. Mais precisamente foram as meninas artistas do segundo ano que me apresentaram. Ele leu meu texto de ontem e me mandou dois comentários exatos. Apenas alguém com inteligência de bagagem pode externar com clareza. Os comentários falam da marca, ou as marcas que Todas as pessoas deixam no mundo de alguém. As marcas que são imperceptíveis aos outros,sendo que os outros são aqueles que não travaram contato com esse alguém. Hoje encontrei o garoto para um aperto de mão poderoso. Um aperto de mão que entrelaçou as teias do raciocínio embasado pelo texto. Racionalidade simples. A importância das ações que marcam. E se marcam, marcam alguém. T...

Curtindo

No passado, peles de animais eram curtidas. No decorrer do período houve a expressão, curtido no azeite, ou deixar a pimenta no pote de vidro para curtir. Hoje, a febre são as curtidas nas redes sociais. Nos anos setenta era uma curtição só. Enfim, a curtição sempre esteve à flor da pele. Engajamento, monetização, sininho, likes estão na crista da onda, Bicho. Bicho. Eis aí uma gíria da minha juventude que nunca consegui expressar. Talvez venha daí a minha criação da canção: O Bicho sem pé nem cabeça. Nela consta a frase: O bicho bom é o bicho homem, ele é quem diz, deixa ele acreditar. Vamos dar um crédito ao nosso poder de bem-dizer. Vamos dar um Like, dizer que gostamos de interagir com a bondade, mesmo sabendo das nossas imperfeições. Assim a nossa caminhada segue em busca de segurança mesmo sabendo que a dualidade, liberdade e segurança são imiscíveis. Ou há liberdade, ou há segurança. Pensemos nisso. Parece que a segurança oprime a criação. Oprime o nosso poder de libertar-mo-nos...

Escrevivendo

Acabei de escrever e publicar uma crônica. Cronos nem me deu chance de pestanejar. Cá estou eu escrevendo como agradecimento à minha irmã por ter me dito que gostou bastante do que leu. Esse gostar, segundo ela mesma, é ter parentesco com o conteúdo. Escrevo para garantir a ela que o conteúdo é sempre o caminho que trilhamos cotidianamente. Nossos traumas bons e ruins, já que o trauma é uma trombada de alguém na gente e da gente em alguém. Você dirá que também há tombadas nossas em algumas coisas, mas esses traumas a gente resolve com pomadas, comprimidos, cápsulas e mais outras coisas relativas a hospitais. O que eu acho bacana de resolver são os traumas humanos em humanos. Quando sou fechado no trânsito eu sempre tenho vontade de chamar a pessoa que me fechou para uma conversa na calçada, com duas banquetas e uma mesinha redonda. É assim mesmo que penso em resolver, saber como a pessoa está passando, se está estressada, mal de saúde, enfim. Cada vez mais penso em soluções. Existe até...

Autoatendimento

Cá estou eu a falar novamente sobre as máquinas de autoatendimento da Viação Cometa. Na canção No Espaço, há um verso que diz: Cometa a loucura de ser um cometa, que navega no espaço feito um rato xereta. Ah, loucura mesmo é tentar comprar uma passagem pelo autoatendimento em São Paulo. Na rodoviária sorocabana é sempre rápido e fácil. Ou seja, quando a tecnologia da informação funciona, ela é fantástica, porém, quando não, é enervante. Rio porque se existir essa palavra, enervante, ela é engraçada. Eu tenho certeza que para mim nem é tão importante a rapidez de sair da capital, mas a coisa é feita para facilitar e enerva. Rio porque pareço estar à beira de um ataque de nervos, mas nem é isso. Gosto de relatar. Quem não assistiu o filme Relatos selvagens, deve assistir. Nele o Darin, num dos contos, tem um ataque de nervos por motivos até parecidos. Acho ótimo quando nos seriados populares norte americanos os caras têm que dar uns chutinhos nas máquinas de refrigerantes e salgadinhos. ...

Precisos

Eu esperando no ponto de ônibus na Joaquim Floriano. Passam quatro jovens na mesma calçada e uma menina fala: Meu pai me deixou quando eu tinha quatorze anos e eu tive que cuidar da vida. Ter cuidado com a vida é essencial para os batimentos cardíacos e trocas químicas cerebrais. Saiu para trabalhar e está remando forte e enfrentando os desafios que essa vida única proporciona. Pensar nessa vida como única nos motiva a colocarmos os pés na estrada que contém esses desafios mundanos, onde as probabilidades de escolhas, perdões, ações do bem e do mal nos abrem muitas possibilidades. Agora, Já, nesse presente absoluto. As outras vidas fazem parte do misterioso poder que temos de criarmos viagens astrais, roteiros diversos, pensamentos mágicos e crenças nas utopias. Eu creio em utopias e uso esse remar cotidiano para me aproximar das suas soluções. Por que me aproximar? Porque se é utopia, o que mais podemos fazer por ela é nos aproximarmos, chegarmos quase lá. Dentro do trem do Metrô vejo...

Eu não quero ter razão

Estou levantando uns pesos aqui no Biceps Curl. Agora estou remando forte. Exercícios para os braços. Daqui a pouco estarei na bicicleta para movimentar as pernas. Essa não tem encosto, então faço um esforço maior. Realmente a série Manifesto se resolveria em três temporadas com dez episódios cada uma. Porém, as reflexões sobre ações do bem, ações do mal, perdão e escolhas, estão salvas. É um exercício constante e fazem parte do nosso cotidiano. A vida como ela é, mesmo que seja numa situação ficcional. Hoje ouvi um escritor falar sobre o Presente absoluto e encontrei na fala dele uma conexão imediata com o que penso desde muito jovem. A fala veio logo após eu me encontrar com o porteiro do mercadinho. Super Vanderlei. Uma pessoa incrível, simples e com conexões intensas com a natureza. Ele me viu entrando e eu o recebi com um abraço. Ele sabe a força que reside ali, naquele presente absoluto. Um estar presente inteiro e conectado. A ideia é que todos nesse mundão pudessem compreender ...

Opções

Cheguei na rodoviária às dezenove e seis. Fui direto no autoatendimento e o monitor anunciou que o próximo ônibus só sairá às vinte horas. Já sei que será um busão de dois andares e quis comprar a poltrona que fica bem na frente, em cima. Vista completa do caminho. Por fome e necessidade de passar o tempo, me sentei na lanchonete do Seu Izidro e pedi um queijo quente. Pão não tinha, mas tinha um enroladinho de queijo. Comi com aquela velocidade do ansioso, junto com um pingado delicioso. Enquanto exercitava a digestão das guloseimas, fiquei observando os guichês de passagens de diversas companhias. Na parte superior os luminosos indicando Araçatuba, Birigui, Lins, Penápolis, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e tantas outras localidades desse nosso brasilzão. Na sala dos professores tive o privilégio de ouvir alguns professores falando de motos de muitas cilindradas, carros que proporcionam alta velocidade e todos planejando novas aquisições. Fui até um professor que fiquei conhecendo es...

Automóvel

Ontem peguei meu carro na oficina. O meu automóvel mais famoso é o Fiesta 98. O Classic saiu do conserto pianinho, suave e macio. Um brinco. Ontem mesmo, na oficina, conversei com meu amigo mecânico e disse a ele que havia amanhecido com o pensamento de fazer um orçamento para reparar um pequeno amassado no capô. Porém, afirmei a ele e ele consentiu com a cabeça, que se eu reparar esse amassado o carro perderá a minha identidade. Rimos de sagacidade e divertimento. É verdade. Um carro brilhoso, sem nenhum sinal de abalroamento não pode ser meu. Tudo isso me alertou para o seguinte: Andei com o Classic com o câmbio perfeito e os amortecedores também. Achei bom, mas quanto aprendizado eu ganho quando está tudo desalinhado. Ter que me adaptar à entrada da primeira marcha e aproveitar e já sair de segunda, quando estou na descida. Aprender que quanto mais devagar eu passo por valetas, mais barulho a suspensão faz e por aí vai. Foi. Aprendi que eu sou muito certinho e essas avarias me ensin...

Sabermos

Volto à quarta e última temporada de Manifesto. A série é um manifesto do criador nos questionando sobre a consciência divina. Essa última temporada fica chata, com um andamento que beira o repetitivo, porque não sabemos nem de longe qual é a força que nos trouxe aqui para pensarmos sobre o que viemos fazer nesse mundão. Veja que essa frase anterior já está cheia de conceitos fluidos, que quase sempre não conseguimos decifrar. Qual é a graça de assistirmos a mais esse desafio? No meu entendimento são exatamente os vários jeitos e maneiras que os roteiristas encontram para nos contar a história dos Mistérios. De propósito dei um Google perguntando como a série termina. Fiz assim justamente porque a resposta eu já intuía desde Lost. Portanto, novamente enfatizo que o mais interessante, é ou são, as maneiras como quem escreve, entrelaça os acontecimentos. Julgo que essa última temporada não precisava ter vinte episódios. Interessante o fato de não termos efetivamente em Manifest, uma máqu...

Relíquias

Estamos arrumando o apartamento e nos desfazendo de algumas várias coisinhas. De repente, sobraram dois porta-retratos que podem virar quadros e serem pendurados na parede. Iam parar na garagem, mas eu tinha certeza que iria doar para dois alunos artistas durante a semana. Trouxe as duas molduras há duas semanas e as deixei repousando na mesa redonda da sala sorocabana. Não foi surpresa e nem fui surpreendido quando uma aluna do Oitavo ano fez um desenho que ela amou. Ficou tão feliz, de uma felicidade pulsante, que imediatamente me veio à memória a Moldura branca plana. Garanti que iria levar no dia seguinte para emoldurarmos a sua alegria. E assim o fiz. Ela nem imaginava que eu realmente ia levar o mimo e se emocionou com o feito. Agradeceu como se fosse uma relíquia memorável. E é. Mais emoção aconteceu nessa segunda. A proposta era que os alunos passassem canetinha num dos dedões da mão e imprimissem a Digital no papel. A partir daí criariam sobre a impressão usando linhas formas ...

Espelhômetro

Andando na minha direção, um homem mais velho do que eu. Calças jeans, camiseta e tênis. Observei a face do senhor e me pus a lembrar, como já fiz tantas vezes, do jornalista no programa da Hebe se vendo no monitor. Ele disse: Hebe, eu me vendo no monitor, não me vejo. A minha cabeça ainda é muito mais jovem do que essa carcaça. Reflexão pertinente para quem tem setenta. Porém, quando penso nisso, continuo achando muito massa o vestuário. Ontem restaurei uma imagem de São Francisco, que com o vento foi arremessada de uma prateleira e se quebrou em sete pedaços. Um quadro na mesma prateleira saiu voando, bateu na imagem e ambos foram ao chão. Na peça tive que agregar massa de biscuit para completar os pedaços faltantes. Vou tendo que acrescentar algumas coisas positivas nos meus pedaços faltantes depois de algumas pequenas quebras no percurso, mesmo sendo muito abençoado pela providência. As imperfeições vão sendo aparadas pelas convivências e pelas motivações de desejos para que eu me ...