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Abraçar as estrelas

Para o aluno faltava apenas representar um dia. Ele usou o sol e a lua. Ontem durante o dia eu fotografei a lua cheia de boniteza. Fui ao doutor para uma consulta de rotina e a resposta me mostrou que estou ótimo. Acho que nada tem a ver com a fase lunar. Um dos aniversários da Alice foi encenado como Show da Luna. Ambas meninas curiosas e querendo saber de tudo, no sentido de como tudo funciona. Meu médico é das antigas. Daqueles raros que só pelas apalpadelas sabe muito sobre o fígado, o baço, os intestinos. Não é daqueles médicos que as pessoas dizem que nem as olham e já as diagnosticam com virose. Inclusive muitas pessoas estão realmente com virose, numa espécie de pandemia no estado. Sou realmente privilegiado por estar ainda sem dores significativas. Ando um tanto lépido, nesse tempo de hiperatividade, que é quase sempre. Atividade hiper que anseia por ensinar alguma coisa aos pupilos, já que sou um sujeito sempre apto a aprender. Hoje a atividade mostra a construção de um stenc...

Zoom de alerta

Outro dia falei sobre as reformas de prédios não tão velhos aqui no bairro em São Paulo. Porém, as casas geminadas que até outro dia eram lanchonetes, bares, costureiras, sorveterias e outros comércios, agora estão cobertos com tecidos claros e escuros com placas de demolição. Interessante que esses tecidos são super transparentes e eu posso observá-las sendo desconstruídas, pedaço por pedaço. Todas as cinco, ou seis, dando lugar a um prédio preferencialmente feito de Estúdios. Penso no passado de cada um dos operários que construíram as casas que agora começam a virar terrenos. Sei que a casinha que abrigou meus primeiros desenhos em exposição ainda está de pé. Ao lado, na esquina, um prediozinho simpático já está vivendo há bastante tempo. Outro dia repintaram a fachada e repito que ficou bem bonitinho. De alguma forma temo pela casa da exposição. Algumas casas que estão mais perto do nosso prédio estão com os dias contados, sendo que um restaurante/ rotisserie já se mudou para a mes...

Alicerces de fortaleza

Ontem, pela centésima vez parei com o carro no mesmo lugar na pista de caminhada. Paro ali e subo até o Colégio. O meio fio tem duas placas levantadas por causa da raiz da árvore que está ali ao lado. Todas as segundas e terças eu estaciono ali. Ontem fui estacionar e ao invés de passar por cima das placas levantadas, dei uma topada com o pneu do lado do passageiro, bem de encontro frontal com as duas placonas. O barulho foi intenso, mas como quase sempre, nem olhei o que havia acontecido, afinal o otimismo é exacerbado. Peguei as minhas coisas artísticas no banco de trás e segui meu caminho até a subida para o portão 1 do Colégio. Otimismo em alta e subindo. Depois das duas primeiras aulas eu fui até o carro para me dirigir até a Unidade Boa Vista do Colégio. Pronto. Na calçada ao lado do carro já nem lembrava do abalroamento pneusístico. Porém, ao ligar o carro, engatar a primeira e sair, não teve como nâo lembrar. Estacionei o carro do outro lado da rua e troquei o pneu. Tirei o car...

Chuva alerta

De repente o céu fica escuro, nada esperado e chove. Goteiras e pingos do lado de fora. Não fora a surpresa e tudo estava dentro do previsto. Chamamos de imprevisto aquilo que nos pega de surpresa. As palavras grudadas uma entre as outras podem fugir do sentido. Palavras são assim e quanto mais ditas e reditas, mais blá, blá, blá se tornam e ao se tornarem podem reduzir o sentido daquilo que é dito e quisto. Deve ser por isso que gosto tanto das entrelinhas. Um jeito bonito de dizer isso é que gosto até de ler as estrelinhas. Uma vez subimos uma montanha alta, mas conseguimos chegar até o patamar médio. Ficamos olhando as estrelinhas. Adultos tentado enxergar a constelação de Taurus, Escorpions e as demais que podíamos avistar. Penso nisso porque existem as pessoas bruxas, as videntes, as astrólogas e quiromantes. Eu gosto é da forma da Leitura. Como as pessoas enxergam a vida como um todo e juntam tantos detalhes para transformar em profecias. Gosto de achar bonito o entrelace, mas ul...

Reforma etária

Quando a tia Lilia era viva e estava de copilota no carro, ela sempre observava: Aqui é aquele lugar que a gente comia esfirra, ali é o lugar onde havia um mercadinho? E por aqui e ali, íamos. Nunca me  esqueci desta história e estou vivendo um pouco, esta forma moderna de existir. Escrevi umas duas ou três vezes sobre a reforma de um prédio praticamente novo no caminho para a academia. Ainda tem tapumes na frente, mas estão colocando um portão enorme, daqueles automáticos que descem lentamente por controle remoto. Ontem uma aluna me apresentou sete lápis de cor com as cores do arco-íris e me deu vontade de explicar pra todos os tais raios invisíveis. Sim, os raios visíveis são o vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, portanto o vermelho e o violeta estão nas pontas do espectro luminoso. De tal forma que os raios que estão abaixo do vermelho são infravermelhos e acima do violeta são os ultravioletas. Minha querida irmã pensa que mudei de assunto, mas essas informa...

Antes do almoço

Resolvi deixar o almoço para depois. Aprontei-me no vestiário e já estou pedalando. Acho que farei assim nas terças. As aulas da manhã foram bem produtivas já que produzimos o mobile da sala, composto por cubos dobrados na técnica do origami e depois desenhados. Cada seis alunos dão forma a um Cubo que na semana que vem serão presos com barbante e suspensos no teto da sala. É mobile porque ele se movimentará com a briga do ar condicionado. Na outra classe, uma fala curta sobre o Expressionismo à flor da pele e a estética do feio. Cada aluno produziu um retrato colorido usando as cores originais dos lápis, sem mistura e finalizaram com poucos contornos pretos para destacar a Figura. Claro que lembramos da tela Imigrantes do Portinari e do Grito do Munch. Com quarenta e cinco minutos de aula por turma, temos uma produção por semana, relativa ao tema proposto pelo livro didático. Praticamente sobra só o tema. A intuição e a inventividade dão origem às mais variadas atividades práticas. Ma...

Produções incríveis

Estava pensando sobre o ócio criativo. Ócio muito produtivo. Sempre ouvi e ainda ouço uma frase que me toca imenso. Não é: A cabeça vazia é território do diabo. Não. É sobre nós queremos a independência neste mundo e para tanto, devemos trabalhar para ganhar algum dinheiro. Dinheiro de subsistência. Desta forma sou fã do Ensino Profissonalizante, não dá farsa do empreendedorismo. No Ensino médio o jovem estudar dentro de um conteúdo que lhe dará condições de fazer um estágio e depois fazer um curso superior na área escolhida. É escolha mesmo. Tenho um amigo que é aluno da escola pública. Em dois anos percebi sem dificuldade que ele era Humano Sensível. Ao entrar na Escola Profissionalizante falaram pra ele que o curso de Química era o ideal para fazer mais tarde um vestibular. Durou seis meses. Encontrei-o sentado na mureta da antiga escola. Sua mãe foi até a secretaria. Ele, sentado na mureta, me pediu opinião sobre o que descrevi acima. Ele estava triste. Hoje está feliz sendo Humano...