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Abrindo portões

Faz bastante tempo que escrevo sobre a nossa vida ser feita de altos e baixos e sobre o fato de eu ser abençoado. Isso se deve ao fato de ser agraciado com muitas coisas e acontecimentos bonitos. As lindezas que nascem e são bênçãos, cheias de sorrisos, ou seriedades, gargalhadas, ou reflexões. Para todo desencanto é sempre bom darmos um jeito usando a nossa disponibilidade e espírito para cima. É bom nascer num tempo onde as informações estão totalmente disponíveis e a nós só cabe o bom senso da escolha. Escolher os melhores conselhos e as melhores ferramentas para errarmos menos. Ontem um pensador brasileiro me mostrou que em quinze minutos empresários estadunidenses ganharam rios de dinheiro com a fala suavizada do homem laranja, fazendo baixar o preço do petróleo. Apenas quinze minutos depois, mudou o discurso fazendo o preço disparar novamente. A tal da informação privilegiada de alguns privilegiados pelo dinheiro fez com que estes ficassem mais e mais ricos no mercado financeiro....

Graça

Achei a maior graça a reação de uma senhora à resposta do motorista. Antes de entrar no Cometão a senhora perguntou: Motorista, quanto tempo levaremos para chegar em Sorocaba? Ele disse: Duas horas, duas horas e quinze. O quê? Tudo isso? Assim caminha a humanidade que já intui a resposta antes de fazer a pergunta. Porém eu pude aprender porque demora todo esse tempo. O motorista pacientemente respondeu ao outro quetionamento da senhora que perguntou: É por causa do trânsito? Não Senhora, é que nós não podemos ultrapassar os Oitenta quilômetros por hora. Genial. Eu sinto que todo domingo a viagem é bem lenta e suave, mas não sabia desta obrigatoriedade. Afinal, porque a pressa? É claro que algumas pessoas devem ter algum compromisso importante, mas penso que se fosse assim elas teriam saído bem antes. A gente nunca sabe direito, mas o que seria de mim sem os meus palpites? Lembre-se que a maioria dos palpites não modificam coisa alguma, mas nós, os seres humanos somos dotados deste arti...

Medida do sol

De repente recebo um video da neta com quatro aninhos. Estava com um pequeno objeto que fez com papel. A princípio não era possível ver a peça. A mamãe perguntava o que ela estava segurando e ela respondeu: É Música. E a mamãe perguntou diferente: Por que é Música? Ela respondeu rapidamente: Porque tem ondas sonoras. E colocou a dobradura em cima do sofá. Eram como duas ondas marinhas. Como sempre, eu fico pensando na quantidade de crianças não estimuladas pelos familiares. Não falo apenas das mais humildes, mas crianças e famílias de todas as classes sociais. Como professor sei de várias histórias muito tristes. Na infância dos nascidos no final dos anos 50 e 60 a maioria dos pais nem sabia dos nossos detalhes. Eu fui estimulado por não ser reprimido nas minhas distrações. Pelo contrário, quando meu pai e mina mãe perceberam que eu gostava de desenhar copiando quadrinhos, logo compraram uma pasta e guardaram meus primeiros desenhos do Judoka. Logo depois me colocaram nas aulas de pint...

Dormindo jamais

Você pode me encontrar dormindo, mas é raro. Durmo bem as minhas cinco horas e meia, às vezes, seis. Meu ser se reinventa de dia. A noite, de tão criança que é, para mim ela dorme cedo. Desde sempre já sabia que a minha hiperatividade acontece andando com o sol, mesmo que algumas vezes chova entre as sete da manhã e as dezenove. Claro que este não é um horário fechado, mas sou muito mais produtivo durante o dia. Cheguei na rodoviária às 13h30 e havia uma fila pequena nos guichês, porém desta feita, os dois terminais de compras digitais estavam funcionando. Estou no busão das 14h. O ar condicionado só começa a funcionar quando o motorista dá na chave. Antes estávamos todos assando dentro do carro, mas eu não reclamo, afinal já estamos em movimento e eu trago sempre a minha garrafinha da Pacco. Muito chique mesmo, afinal algumas vezes ela fica torrando no Classic 2013 e quando vou beber, a água está fresquinha. Impressionante. Coisa boa muitas vezes tem seu preço. No caso da garrafinha é...

Relógio de parede

Da bike observo o relógio na parede e ele está quatro minutos adiantado. Deve fazer parte deste novo tempo acelerado. Relógio analógico com o ponteiro dos segundos vermelho e rápido. Todas as máquinas aqui na sala do ar condicionado têm visor digital. Pela primeira vez a bike do espaço maior e apenas ventilado estava ocupada. Estou ao lado da minha ex aluna que depois de fazer arquitetura, faz quinze anos que se dedica à vendas e treinamento de mulheres. Duas filhas e as duas pequenas bailarinas. A mais velha ama Arte. É sempre uma diversão conversar e relembrar do senta que lá vem história. Mais legal ainda é pensar que foi outro dia que ela tinha quinze anos. Anteontem cumprimentei na saída do Colégio o moço grisalho, advogado, que estava esperando as filhas saírem das aulas. Outro ex aluno. Chefes, coordenador, proprietários, todos meus alunos. Uma festa poder nâo apenas contemplar, mas interagir com todo esse povo maravilhoso. Imagina que o marido dela, arquiteto, tem uma empresa q...

Abraçar as estrelas

Para o aluno faltava apenas representar um dia. Ele usou o sol e a lua. Ontem durante o dia eu fotografei a lua cheia de boniteza. Fui ao doutor para uma consulta de rotina e a resposta me mostrou que estou ótimo. Acho que nada tem a ver com a fase lunar. Um dos aniversários da Alice foi encenado como Show da Luna. Ambas meninas curiosas e querendo saber de tudo, no sentido de como tudo funciona. Meu médico é das antigas. Daqueles raros que só pelas apalpadelas sabe muito sobre o fígado, o baço, os intestinos. Não é daqueles médicos que as pessoas dizem que nem as olham e já as diagnosticam com virose. Inclusive muitas pessoas estão realmente com virose, numa espécie de pandemia no estado. Sou realmente privilegiado por estar ainda sem dores significativas. Ando um tanto lépido, nesse tempo de hiperatividade, que é quase sempre. Atividade hiper que anseia por ensinar alguma coisa aos pupilos, já que sou um sujeito sempre apto a aprender. Hoje a atividade mostra a construção de um stenc...

Zoom de alerta

Outro dia falei sobre as reformas de prédios não tão velhos aqui no bairro em São Paulo. Porém, as casas geminadas que até outro dia eram lanchonetes, bares, costureiras, sorveterias e outros comércios, agora estão cobertos com tecidos claros e escuros com placas de demolição. Interessante que esses tecidos são super transparentes e eu posso observá-las sendo desconstruídas, pedaço por pedaço. Todas as cinco, ou seis, dando lugar a um prédio preferencialmente feito de Estúdios. Penso no passado de cada um dos operários que construíram as casas que agora começam a virar terrenos. Sei que a casinha que abrigou meus primeiros desenhos em exposição ainda está de pé. Ao lado, na esquina, um prediozinho simpático já está vivendo há bastante tempo. Outro dia repintaram a fachada e repito que ficou bem bonitinho. De alguma forma temo pela casa da exposição. Algumas casas que estão mais perto do nosso prédio estão com os dias contados, sendo que um restaurante/ rotisserie já se mudou para a mes...