Chove chuva

Jamais me esqueci do dia no qual o Caetano disse que o Jorge Ben é o maior compositor da Língua Brasileira.
E eu comungo dessa percepção.
Tamanha a carga de simplicidade em letras que abraçam as coisas mais simples do seu e do nosso cotidiano.
O homem da gravata florida por exemplo.
Chove chuva.
Você deve ter percebido que usei o nome original: Jorge Ben.
Eliminei o Jor final porque tem a ver com a numerolgia e eu ando com bastante preguiça de enfrentar esses esoterismos.
E digo isso como um cara muito simbólico que eu sou.
Ando mais como o personagem Patrick Jane, que ganhou a vida como vidente e hoje vive dizendo que essa coisa não existe.
E eu percebo nos episódios da série que o que realmente existe é uma super observação dos detalhes e uma incrível capacidade de relacioná-los.
Ontem comprei dois remédios que estavam faltando e não são da farmácia popular.
A partir daí fiquei às voltas com a procura da receita que me possibilita pegar os remédios de uso contínuo subsidiados pelo governo.
Cheguei a descer até o estacionamento para ver se a receita estava no porta luvas do carro.
Não estava.
Pensei que poderia ter deixado em São Paulo e algo me dizia que em fevereiro eu não havia pego os remédios.
Procurei em todos os cantos do apartamento e em quase todas as pastas com elástico do armário.
Algo me dizia que havia colocado numa delas, porém ali só havia papéis sulfite brancos.
Tirei todos os papéis para observar se não estava entre eles.
Desisti pensando que só poderia ter deixado a receita em São Paulo.
Agora de manhã eu fui dar uma olhada novamente no armário.
Abro uma pasta diferentona, azul, que tem apenas a capa e a contracapa e logo ali, bem na frente, estava a receita.
Eu a trouxe da Capital junto com outra pasta fichário.
Lendo o verso da receita eu vi,com razão, que pulei o 25 de fevereiro.
Sem problema, comprei os remédios e a próxima retirada será em 10 de abril.
Jorge Ben faria uma canção memorável sobre esse Causo.
E não para o nosso Chove Chuva sem parar deste Março incrível.
Quando a banda do Zé pretinho chega a festa fica animada.
E o Fio Maravilha, faz tempo, entregava pizza em Miami e resolveu processar o Jorge pela canção Fio Maravilha.
Parece que no final o Jorge ficou feliz com o dinheiro que a gravadora pagou para o Fio e hoje o Jorge canta Filho Maravilha.
Hermeto nos anos 70 não quis processar o Nat King Cole por ter cantado a música igrejinha do Nosso Bruxo Hermeto.
Houve insistência dos advogados da gravadora, mas o Hermeto soltou essa:
Da mesma forma que recebi eu entrego.
E o Nat ainda escreveu o título no disco: Little Church.
Existe algo esotérico, mas aí o Gil entra com o nem tão esotérico assim.
Assim como o Milton cantou a letra: Certas canções que ouço calam tão dentro de mim que perguntar carece:
Como não fui que fiz?
E assim as coisas simples vão me encontrando e eu vou assimilando e devolvendo.
Como é bonita, é bonita e é bonita essa vida, cheia de sobressaltos e sorrisos largos.
Maria abriu um sorrisão para a mãe.
Alice e os pais da Maravilha vão educando a Vip.
Estou usando meus fones sem fio de vinte reais e a moça está avisando em inglês que a bateria está acabando.
O celular no qual escrevo estas alucinadas linhas manda uma mensagem dizendo que os fones etâo com 10% de energia.
Ops.
Agora veio um Power On.
Nada, veio um Power Off.
O anúncio veio porque eu não estou ouvindo música nenhuma e os fones estão em stand by.
Acredito que eles ficam nervosos.
Vou parar por aqui e usar os dez por cento de energia que ainda me resta.
Rio porque ainda posso recarregar


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