Interessante

Sempre achei interessante a palavra objetividade como tendo a ver com o objeto, a coisa e a subjetividade tendo a ver com o sujeito, a pessoa.
Eu tendo a ser bastante subjetivo e ficar quase sempre relacionando as coisas e os acontecimentos com as pessoas nas ações.
Ser objetivo é ir direto e reto para a organização das coisas relacionadas às pessoas.
O sujeito pergunta: quem é essa pessoa que está na foto?
Na Foto está José.
O sujeito pergunta:
Quem é essa pessoa que está na foto?
José está na foto e está na sala da sua mãe, que é minha amiga professora da escola pública, com a qual eu dei aula no início da minha carreira.
Tudo isso é uma questão de estilo.
Quando criança e jovem eu era bem tímido e acho que respondia todas as perguntas com sim, ou não.
Eu acho.
Nâo consigo me lembrar ao certo e seria um péssimo autobiógrafo, já que não me lembro das coisas do passado, a não ser situações bem específicas que hoje eu até conto gesticulando em encontros com os familiares e amigos.
Inclusive sou fã de relatos autobiográficos porque não tenho essa habilidade.
Para compensar, hoje quando eu vou falar alguma coisa é: Senta que lá vem história.
O sujeito gosta de uma história cheia de detalhes para colocar os objetos definitivamente Interagindo com os sujeitos das lendas históricas.
Porém as questões todas giram em torno de subjetividades, por isso eu como professor tenho que ter ciência que cada um percebe as falas de uma forma.
Estudos mostram que uma aula, ou palestra, que fique apenas na fala, deixa os sujeitos concentrados por apenas vinte minutos.
Citei uma pesquisa antiga.
Hoje acho que o povo não aguenta nem dez minutos.
O mais curioso é que a partir destas duas características, a objetividade e a subjetividade, as pessoas vão se aglutinando em guetos e tribos.
Ontem fiquei ouvindo um homem falar sobre a quantidade enorme de gente que se une adaptadas à normalidade e alguns poucos não conseguem não se rebelar e não conseguem se entender na casta dos pensadores.
O pior é que sempre há um pensador, um ideólogo, atrás do movimento das massas.
E se o movimento caminha em direção a extinção da espécie, que ideologia está alicerçando esta onda?
Ontem conheci a canção Fé, cantada pelo Caetano e pela Bethânia.
Nove compositores constroem a letra forte e verdadeira.
E pedem Fé, sem esquecer do trabalho que dá enfrentar tantas  barbaridades e barbáries.
Bárbaros Sujeitos que insistem em colocar Deus nas questões onde os objetos do desejo são o dinheiro e o poder.
Minha subjetividade coloca vários olhos marcados nos meus desenhos.
Pode ser uma densa necessidade de não me tornar invisível.
Dado o andar da carruagem pretendo agradecer por eu nunca ter sido chamado de quatro olhos, apesar que eu nunca tive olhos atrás do pescoço


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