Plotter em cores

Entrei no trem do Metrô da linha amarela e o seu interior estava todo plotado com o Centenário da Clarice Lispector.
Todo com imagens e textos da autora maravilhosa e angustiada.
É um projeto do Metrô que homenageia os artistas de todas as linguagens que fazem cem anos.
A oportunidade de muitas pessoas lerem Clarice.
Olha esta:
Enquanto eu tinha perguntas e não tinha respostas eu continuei a escrever.
E esta outra:
Não tente entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Numa entrevista a outra fantástica escritora Lygia Fagundes Teles dizia:
As Pessoas deveriam ser lembradas e conhecidas em vida.
Veja a Genial Clarice, disse ela, só ficaram conhecendo a sua obra e a endeusaram depois que ela morreu.
Sabemos que infelizmente é assim.
Hoje novamente vi e ouvi um recorte da entrevista do Pedro Cardoso no programa do Bial e fiquei pensando, como um sujeito fala com tanta clareza e objetividade sobre os direitos básicos do que é público e ainda assim muitas pessoas teimam em se envaidecer com os seus detalhes particulares.
Por favor veja esta entrevista.
Quando eu vi pela primeira vez o curta: A história das coisas, eu pensei que se todo mundo visse, o mundo mudaria de perspectiva.
Lêdo engano.
O particular fala mais forte.
Aquilo que eu desejo de bom eu quero para mim, depois para a minha família, depois para alguns amigos e muito, muito depois, para todos os outros.
Já escrevi dezenas de vezes, mas escrevo novamente que adorei o título do CD do Renato Russo cantando em italiano:
Equilíbrio distante.
Uma pena.
Todas estas coisas a mim valem muito a pena, mesmo que já não escreva mais com penas.
Aquelas preferencialmente de gansos.
Molhava a ponta no tinteiro e escrevia um pouco, molhava mais uma vez e escrevia mais um pouco.
A velocidade do tempo era outra.
Parece-me óbvio que o tempo passa sempre na mesma métrica, portanto essa velocidade maior é relativa à nossa ansiedade e acúmulo de dispersões e movimentos intensos.
Desta forma, quando o Zé Rodrix compôs Casa no campo, ele já desejava morar distante, porém até o fim da sua vida de compositor e publicitário genial, viveu e morreu em São Paulo.
Esta São Paulo que tem o Metrô e me leva a jato até os encantos das e dos artistas que em céus de brigadeiro


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