Autoatendimento

Cá estou eu a falar novamente sobre as máquinas de autoatendimento da Viação Cometa.
Na canção No Espaço, há um verso que diz: Cometa a loucura de ser um cometa, que navega no espaço feito um rato xereta.
Ah, loucura mesmo é tentar comprar uma passagem pelo autoatendimento em São Paulo.
Na rodoviária sorocabana é sempre rápido e fácil.
Ou seja, quando a tecnologia da informação funciona, ela é fantástica, porém, quando não, é enervante.
Rio porque se existir essa palavra, enervante, ela é engraçada.
Eu tenho certeza que para mim nem é tão importante a rapidez de sair da capital, mas a coisa é feita para facilitar e enerva.
Rio porque pareço estar à beira de um ataque de nervos, mas nem é isso.
Gosto de relatar.
Quem não assistiu o filme Relatos selvagens, deve assistir.
Nele o Darin, num dos contos, tem um ataque de nervos por motivos até parecidos.
Acho ótimo quando nos seriados populares norte americanos os caras têm que dar uns chutinhos nas máquinas de refrigerantes e salgadinhos.
E aqui, quando a gente colocava palhas de aço nas antenas de TV?
E as antenas?
As do telhado eram feitas com caninhos de alumínio.
Eu adorava quando os lápis ficavam pequenos demais e eu os engatava num desses caninhos cortados na serrinha, para alongá-los.
Duas receitas especialmente tecnológicas eram, a de cola de farinha, que usei para colar as figurinhas do álbum Os Três Patetas no oeste e a do miolo de pão para apagar os erros cometidos à lápis.
A Tecnologia vai dando os seus saltos e a gente vai vivendo contornando e/ou enfrentando os nossos problemas, além da matemática.
Engraçado como quando eu escrevo a palavra problemas, eles vêm sempre grandiosos, mas nem sempre é assim.
Ãs vezes é apenas um tocar a ponta do dedo no monitor do autoatendimento e ele não responder


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