Escrevivendo

Acabei de escrever e publicar uma crônica.
Cronos nem me deu chance de pestanejar.
Cá estou eu escrevendo como agradecimento à minha irmã por ter me dito que gostou bastante do que leu.
Esse gostar, segundo ela mesma, é ter parentesco com o conteúdo.
Escrevo para garantir a ela que o conteúdo é sempre o caminho que trilhamos cotidianamente.
Nossos traumas bons e ruins, já que o trauma é uma trombada de alguém na gente e da gente em alguém.
Você dirá que também há tombadas nossas em algumas coisas, mas esses traumas a gente resolve com pomadas, comprimidos, cápsulas e mais outras coisas relativas a hospitais.
O que eu acho bacana de resolver são os traumas humanos em humanos.
Quando sou fechado no trânsito eu sempre tenho vontade de chamar a pessoa que me fechou para uma conversa na calçada, com duas banquetas e uma mesinha redonda.
É assim mesmo que penso em resolver, saber como a pessoa está passando, se está estressada, mal de saúde, enfim.
Cada vez mais penso em soluções.
Existe até uma prática pedagógica denominada, ARP.
Aprendizado por Resoluções de Problemas.
Sempre achei estranho ter que denominar assim uma situação em sala de aula, afinal sempre há uma problematização em aula para ser resolvida, solucionada.
Com o passar do tempo fui compreendendo que já existe uma filosofia chamada Marketing.
Estás vendo que a minha ideia é objetivar, ser objetivo.
Aí entram os dizeres de Internet que anunciam soluções mágicas para diversos tipos de problema.
Todo mundo já foi pego pelos vídeos com "Profissionais" que encontraram uma solução para todas as dores no corpo, por exemplo.
Calvície, por exemplo.
Diabetes, mais um exemplo.
Você assiste centenas de minutos com a pessoa falando que foi até a conchinchina e conversou com alguém cujo avô era especialista, até que, de repente, você é apresentado a um frasco em gotas que vai ser entregue na sua residência e comprando meia dúzia você ainda ganha um relógio de pulso e uma fita métrica.
Percebe a filosofia nesses vídeos não objetivos?
A vida como ela é requer cuidados.
Conosco não há dúvida, afinal saco vazio não para em pé, mas importante mesmo é o cuidado com os outros.
O que passou, passou mesmo, em termos que já foram solucionados.
Se ainda não foram solucionados, passados não são.
Cabe a mim garantir que já passou, não volta mais daquela maneira.
A minha filosofia é: Se eu fazendo demorará bem menos para solucionar, eu vou lá e faço.
Que um futuro venha


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