Engajamento

A vida é assim mesmo.
Uma trajetória de andanças onde encontramos os mais diferentes desafios, desde os mais prazerosos até os mais catastróficos.
Ao saber do passamento de um parente de uma grande amiga, escrevi dizendo que os que ficam devem seguir em frente.
Uma frase tão óbvia, mas que requer reflexões.
Depois de um baque de perda, o caminhar passa por vários processos e desafios.
O processo é chamado de luto.
Lutar, lutar e lutar é sempre o que nos resta, afinal o tal sopro de vida ainda requer oxigênio.
Gosto de pensar naquela aula de Ciências inesquecível onde aprendi que as plantas absorvem o gás carbônico e liberam o oxigênio na atmosfera.
Pensar nisso é ver que as plantas são muito feras, na gíria bacana que nos põe em circulação.
Muito fera.
Penso que o símbolo do infinito são dois círculos que se unem num movimento contínuo e infindável.
Se sou eu a ficar observando e fazendo com os olhos esse movimento, uma hora ficarei cansado e me contentarei com um 8 deitado.
E assim eu sigo.
Enroscando mas não enroscado, já que não gosto nada da expressão, De rosca.
Tal coisa, ou tal fazer está De rosca, está difícil, enroscado.
Prefiro uma rosca de padaria e de preferência a doce, com aquele creme amarelo de sonho.
Um sonho mesmo é ter ciência de todos esses processos.
Acabei de aprender que ao picar papéis inutilizados, colocando-os num liquidificador com cola branca e bater tudo no liquidificador, depois jogando o conteúdo numa peneira esperando secar, estou fazendo Papel Manufaturado e não um papel reciclado.
Apesar de ser uma questão Semântica, é também uma questão bem razoável.
O papel picado vem de um papel Reciclável, passível de ser reciclado.
Portanto depois do processo que descrevi acima, o papel resultante foi manufaturado.
Este também, quando no futuro for picado e reconstruído, antes foi também um papel reciclável, passível novamente de ser reciclado.
Penso também que papéis Manufaturados podem ser feitos apenas com fibras naturais de plantas, por exemplo.
Desta forma as plantas usadas não são recicláveis, são reutilizáveis.
A grande sacada é que reconstruímos materiais que serão reutilizados a partir de descartáveis.
Assim o Lavoisier disse tudo:
Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.
Assim como nós todos, quando somos seres que refletem e gostamos de aprender, vamos nos recriando e nos transformamos para que não nos percamos.
A curiosidade é a mola mestra da criação, sabendo que o que criamos, o fazemos na somatória de tudo que vamos aprendendo pela experiência.
O meu desenho de hoje é o resultado deste processo e eu fico bem feliz com tudo isso.
Esta é a minha crença desde que eu era bem pequeno, segurando na mão da providência


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