Tempo inteiro
Uma semana sem bicicleta.
Coisas do dia a dia e semana de aniversário.
Depois de um tempão comi alguma coisa que não me fez bem.
Quase tudo me faz um bem supersônico.
Ontem ouvi novamente uma frase que poderia ser minha.
Como é bom comer!
É maravilhoso e me faz pensar em todos os que nem uma porção de arroz têm pra passar o dia sem fome.
Colaboro minimamente com uma porção nutricional que supre as necessidades básicas de crianças desnutridas pelo mundo, através dos médicos sem fronteiras.
Minimamente, afinal poderia estar na linha de frente para combater esses criminosos que juntam, juntam e juntam riquezas finaceiras para si.
Acumuladores gananciosos.
Isso não me cai nada bem.
Enfim, comi algo que não me caiu bem no aparelho digestivo.
Hoje os adolescentes e as crianças o conhecem como aparelho digestório.
Entrei numa sala de aula e estava no slide uma célula e sua membrana plasmática.
Sempre me vangloriei de lembrar, a partir das aulas do professor Djalma, do meu estudo no Colégio Getúlio Vargas, que o nome da membrana era Membrana Citoplasmática.
Tanto faz, diriam os jovens, você não entendeu?
Rio porque é a simplificação necessária nestes tempos de seres e acontecimentos líquidos.
Com o meu tempo Sisth Seven vou aprendendo a ser menos prolixo encontrando maneiras de ser mais simples.
Aqui pedalando eu vou recuperando a energia perdida.
Hoje sei que tudo deve ter a dose necessária de equilíbrio.
Nada de exagero, tudo de equilibrado.
Como já escrevi, fazia um tempão que não me sentia mal e a última vez foi num excesso de maionese numa lanchonete.
Passei bem pior do que desta vez.
Perda total de líquido durante a madrugada e cheguei até dar uma desmaiada, porém logo me recuperei.
Há muito foi um queijo minas que não me fez bem.
Agora comendo coisinhas leves e cuidando da ingestão de líquidos, soro e limão.
Aqui na bicicleta eu vou refletindo sobre as levezas que pertencem ao meu dia a dia abençoado.
Não me canso de agradecer por tanto carinhos e amizades tão irmanadas.
Sandrynha me tratando com sopinhas da Chef eterna.
Mandioquinha deve ter nascido do cruzamento do Amor com o Abraço forte.
A história eu conto com a simplicidade de quem se orienta pela cultura da diversidade.
A contemplação das diferenças fazendo um povo bem humorado, mais engraçado, principalmente no sentido de estar cheio da Graça.
Nem por isso imune aos desmandos, imperfeições e descasos que invadem as consciências.
Voltando à academia e movimentando as pernas e os quadris vou me recupernado rapidamente.
Tomando muita água para hidratar o aparelho digestório e digerir melhor as coisas não tão bonitas que me cercam, embora eu tenha essa digestão mais fácil depois dos Sixth Seven.
Isso deve significar, como disse Mujica, que começamos a compreender a força descomunal que têm os poderosos capitalistas.
Esta compreensão não nos cala, mas só faz nos engrandecer de fortaleza para agir com os mais próximos e mais desafortunados.
Eu posso falar porque sou afortunadíssimo.
Não um homem aranha, afinal apenas mais um humano, mas cheio da mesma reponsabilidade
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