Abraçar as estrelas
Para o aluno faltava apenas representar um dia.
Ele usou o sol e a lua.
Ontem durante o dia eu fotografei a lua cheia de boniteza.
Fui ao doutor para uma consulta de rotina e a resposta me mostrou que estou ótimo.
Acho que nada tem a ver com a fase lunar.
Um dos aniversários da Alice foi encenado como Show da Luna.
Ambas meninas curiosas e querendo saber de tudo, no sentido de como tudo funciona.
Meu médico é das antigas.
Daqueles raros que só pelas apalpadelas sabe muito sobre o fígado, o baço, os intestinos.
Não é daqueles médicos que as pessoas dizem que nem as olham e já as diagnosticam com virose.
Inclusive muitas pessoas estão realmente com virose, numa espécie de pandemia no estado.
Sou realmente privilegiado por estar ainda sem dores significativas.
Ando um tanto lépido, nesse tempo de hiperatividade, que é quase sempre.
Atividade hiper que anseia por ensinar alguma coisa aos pupilos, já que sou um sujeito sempre apto a aprender.
Hoje a atividade mostra a construção de um stencil feito com um pedaço pequeno de papel.
A ideia veio através de eu ter visto uma estampa de tecido produzida pelo genial Henri Matisse, contando na Apostila.
A estampa é composta por repetições de padrões coloridos.
Cada aluno confecciona dois stencils e vai compondo sobre a folha branca.
É interessante como dentro da mesma proposta aparecem várias possibilidades criadas pelos alunos, que também são vários.
Isso me remete ao meu encontro com a diversidade de pessoas que perambulam pela rodoviária de São Paulo.
Muitos cabelos, meias, calças, vestidos, camisetas, cintos, lenços.
Uma miscelânea de artefatos de moda, sendo essa também variada e irrestrita.
Eu adoro escrever sobre a minha moda praia, sabendo-me branquíssimo leitoso.
Chinelo, bermuda com estampa abstrata preta e branca, com barrado na cintura, preto largo.
A bermuda sobre a sunga azul marinho.
Por cima, invariavelmente, uma camiseta de preferência branca.
Um luxo só.
Algo como uma auto estima elevadíssima que me faz capaz de zoar comigo mesmo e me sentir alegre.
Tenho uma tese que só posso pedir para alguém que faça alguma coisa se eu for capaz de fazer.
E note que eu sou capaz de fazer coisas que aos outros podem parecer estranhas.
Coisas que julgo extremamente simples.
Um exemplo foi o dia no qual pedi se alguém podia me acompanhar com o carro para que eu levasse o meu para a oficina.
A pessoa disse que não podia.
Eu parei o carro na oficina e voltei a pé pra casa e depois fui a pé para a escola.
Um tempo mais tarde a pessoa me pediu a mesma tarefa e eu disse: Claro que posso!
Levei a pessoa pra casa dela e voltei para o Colégio.
Eu só posso pedir ao outro que faça algo se eu sou capaz de fazer.
As alunas e alunos produziram coisas muito belas hoje de manhã, mesmo tendo cada vez mais dificuldade em seguir um passo a passo bem simples.
Um aluno estava cantando Alceu Valença:
Tu vens, Tu vens, eu já escuto seus sinais.
Já vejo os sinais da perda do foco de boa parte dos jovens, mas é surpreendente um jovem cantar Alceu.
Eu não saio de casa sem lavar a loucinha que eu sujei, cantando
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