Alicerces de fortaleza
Ontem, pela centésima vez parei com o carro no mesmo lugar na pista de caminhada.
Paro ali e subo até o Colégio.
O meio fio tem duas placas levantadas por causa da raiz da árvore que está ali ao lado.
Todas as segundas e terças eu estaciono ali.
Ontem fui estacionar e ao invés de passar por cima das placas levantadas, dei uma topada com o pneu do lado do passageiro, bem de encontro frontal com as duas placonas.
O barulho foi intenso, mas como quase sempre, nem olhei o que havia acontecido, afinal o otimismo é exacerbado.
Peguei as minhas coisas artísticas no banco de trás e segui meu caminho até a subida para o portão 1 do Colégio.
Otimismo em alta e subindo.
Depois das duas primeiras aulas eu fui até o carro para me dirigir até a Unidade Boa Vista do Colégio.
Pronto.
Na calçada ao lado do carro já nem lembrava do abalroamento pneusístico.
Porém, ao ligar o carro, engatar a primeira e sair, não teve como nâo lembrar.
Estacionei o carro do outro lado da rua e troquei o pneu.
Tirei o carpete do maleiro, destarrachei o suporte do estepe, o tirei dali.
Encostei-o no parachoque.
Peguei a chave de roda e o macaco.
Com a destreza de um juvenil e com a experiência do mês passado, troquei o Bendito.
O estepe é novinho.
Descobri há um mês.
Deixei tudo de qualquer jeito no porta-malas e segui até o Boa Vista.
Cheguei faltando cinco minutos para o início da aula no nono ano, onde montamos o Móbile da sala com Cubos produzidos pelos alunos e ainda fizemos uma imagem Impressionista usando a pintura com tramas de linhas coloridas, afinal os artistas do final do século IXX queriam interpretar a luz de fora do ateliê.
Retratos e paisagens surgiram como ninguém ainda no mundo havia visto, assim como quase todas as nossas expressões em desenho e pintura.
O evento marcante para que os artistas da época ficassem mais ousados e transcendessem a imagem igualzinha à realidade foi a invenção da Máquina Fotográfica.
Foto - Luz, Gráfica - Gravação, gravação pela luz.
Se existe uma máquina que retrata tudo igualzinho ao real por que precisavam fazer o mesmo?
Não fizeram.
Inventaram, criaram, trouxeram ao mundo o que o mundo nunca antes havia visto.
Existe uma borracharia bem perto de casa que eu frequentei no.mês passado.
Estava fechada.
Dei um Google e encontrei uma aberta e também perto de casa.
Passei antes no posto imaginando que pudesse ser apenas o deslocamento da borracha pela batida.
Não.
Eu rachei o pneu.
Expliquei o caso para o borracheiro e perguntei se ele tinha um pneu pra me vender.
Ele respondeu que sim, mas só novos.
Claro que dei uma olhada nos dois pneus recauchutados, mas pelo preço levei o de Cento e oitenta no crédito.
Sempre achei bacana aquela frase: No fim tudo dá certo e se não der é porque ainda não chegamos no fim.
A tal da providência é uma bênção, não é Seu Jorge, não é Dona Anna?
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