Sobre
Adorei quando aprendi ainda jovem a diferença entre justaposição e sobreposição.
Justapor é colocar uma coisa ao lado da outra, encostadas.
Sobrepor é colocar uma coisa em cima da outra sem cobrir totalmente a primeira.
Adorei saber porque uso estes conceitos até hoje nas minhas papietagens e colagens de papéis.
Estava no trem do Metrô na linha azul observando o desgaste das borrachas que emolduram as portas e janelas.
No mesmo instante pensei no conceito de Absolescência dos produtos.
Coisas que são fabricadas e feitas para durar bem pouco.
Mais uma grande sacada dos engenheiros do capitalismo selvagem.
Concluo que é desnecessário o uso da palavra selvagem acoplada à palavra capitalismo.
Falo da ganância inerente ao sistema.
Busão lotado já que amanhã recomeçam as aulas na maioria dos colégios.
Pensei que estivesse mais difícil para deixar a Capital.
A lógica me diz que Capital é a palavra que origina o termo que dá nome ao sistema que elege o individualismo sobrepondo o coletivo.
Quando a Arte foi aderindo à união de artistas para construir uma obra, rapidamente o mercado chamou esse Processo de Coletivo.
Eu adorei essa ação que acontece cada dia mais em todo mundo.
Cada artista com sua maneira especial de se expressar, mas colocando o seu trabalho a somar com outros para que o resultado alcance um número maior de expectadores, por exemplo.
Existem principalmente os coletivos que têm como proposta o trabalho artístico-social com diversas comunidades, buscando difundir e facilitar o acesso à Arte.
Essa tarefa se sobrepõe aos interesses individuais e por isso me agrada mais.
A justaposição de pessoas me interessa bastante, já que as vejo trabalhando lado a lado buscando o bem comum.
O individualismo só gera sobreposição e polarização.
O ego no centro desequilibra.
Mesmo que o equilíbrio ainda esteja distante, vou continuar me justapondo
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