Cotidianos

Viver o tempo todo observando os detalhes e buscando resoluções.
Outro dia meu coordenador escreveu:
O Cara não para de trabalhar.
O cara era e sou eu.
Estava parando em cada sinal vermelho, escrevendo sobre detalhes que precisavam ser providenciados  para as aulas de amanhã, segunda-feira.
Precisava de tempo e na minha primeira ideia não dava para não ter uma caixa de papelão de tamanho médio em cada sala.
A ideia era já na primeira semana começarmos a papietar as caixas que serão usadas como Lixo para restos de Papéis.
O recipiente de plástico atual é muito pequeno para tanto.
Porém, no terceiro sinal fechado antes de chegar em casa, observando que não havia garantia de termos as caixas para amanhã, tive outro insight:
Amanhã faremos desenhos em restos de papéis cortados à mão, levaremos para casa, fotografaremos, publicaremos no classroom e só na outra segunda faremos a papietagem nas caixas, que com certeza estarão nas salas.
Primeira atividade prática do ano.
Esse cara sou eu e aí fica difícil para qualquer outra pessoa compreender esse jeito compulsivo de realizar as coisas.
São várias coisas a serem pensadas e providenciadas ao mesmo tempo e o mais interessante é que o verbo providenciar se encaixa perfeitamente naquela questão recorrente que a dona Anna tanto insistia.
A providência Divina.
Existe a necessidade, algo é necessário e o Universo dá um jeito de conectar os sistemas para a Realização.
Esse cara sou eu, esquisito, estranho, com esta estranha mania de ter fé na vida, assim como a Maria da canção cantada pelo Milton, cuja letra é do Fernando Brandt.
Interessante eu fazer a relação com uma mulher, o gênero originalmente mais sensível.
O que nada tem a ver com fragilidade, muito pelo contrário.
Repito que é interessante porque parece que a minha sensibilidade é tão difícil de ser compreendida e interpretada, que eu como homem posso me confundir e me embaraçar.
Sou estranhamente difícil de ser entendido e muito fácil de ser conquistado, por me sentir sempre pronto a cuidar e compartilhar afeto e carisma.
Sou um sujeito difícil e pouco afeito a ser contrariado.
Para quem entende de astrologia diz que é próprio dos taurinos, mas eu, que nada sei sobre os astros, acho que piso neles distraído.
Apesar de não parecer acho que sou mais um elefante que tem alguma bondade que insiste em entrar numa loja de cristais finíssimos.
Tudo isso eu apenas acho, não tenho certeza absoluta, sendo que houve época na qual eu achava que tinha controle sobre tudo.
Nada disso, controle de nada.
Hoje estou andando meio desligado, como os Mutantes, mas assim como eles já afirmaram, alguns pensam que eu sou louco por pensar assim.
Sou diferentão e como tal, devo segurar as pontas soltas que este estado pode evidenciar.
Sinta-se abraçado, abraçada, num laço bem forte, que nenhum vendaval pode desenlaçar


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