Periférico
A frase comendo pelas beiradas é significativa, afinal não tinha nenhum verso para começar.
Ao meu ver ela significa que eu vou trabalhando no cercado, com inteligência e paciência, até chegar no cerne da questão.
O centro, o essencial, o sumo, aquilo que é o ponto central da questão.
E são tantas as questões.
Existem coisas que a gente tem que atingir de forma direta e certeira.
Estava há um tempo sem comer doce.
Recomecei na semana passada, mas ontem na festa de casamento do querido irmão e da cunhada sentei o pé na jaca.
Não foi nem o pé e nem a jaca.
Foi um bolo maravilhoso de morango, pão de ló e chantili.
Enfim, a partir desse bolo, o qual comi a beirada e o centro, não comerei doce por pelo menos seis meses.
Para tanto tenho que me munir da força de vontade que eu tenho e muita.
Atacarei diretamente essa questão.
Não é para comer doce, não comerei, mesmo que na minha frente se apresente um bolo de morango, ou um tablete, mesmo que mini, de Talento verde.
A questão dos exercícios físicos é uma prova da minha paciência e minha consistência.
Não perco um dia a não ser que não seja possível mesmo.
Tem sido um fazer cotidiano.
Por esses dias chegam as duas telas que eu comprei no mercado livre.
Citei essa questão porque comecei a fazer a minha série de desenhos com a minha cara.
Nada de ser o meu retrato facial exatamente.
É simplesmente a minha forma mais original de expressar-me no desenho.
Texturas, grafismos, linhas e formas nos traços pretos.
Esta série apresenta o que eu fui aprendendo da minha própria expressão.
Filtrando, selecionando e revisando as formas anteriores.
Eu tenho para oferecer à Arte aquilo que ela me oferece desde sempre.
O Traçar que deixa rendado o espaço plano da tela.
Dito isto, outra questão importantíssima é a do compartilhamento deste processo.
Entram as minhas aulas em cena.
É vital, é o cerne, é o centro do meu viver incansável.
Por acaso quando desenho nornalmente começo pelas beiradas.
Quando ensino, as beiradas são as múltiplas possibilidades de exercícios que proponho para serem resolvidos no espaço-tempo da aula.
O centro de tudo é a aprendizagem.
Adoro ser um ser que aprende e se eu demorei cinquenta anos para aprender uma coisa, eu gosto sempre que meus alunos aprendam bem mais cedo.
Esse é o X da questão, mesmo que as pessoas sejam Y, W, ou Z e isso seja magnífico.
Viva as diferenças.
Um Viva às diferentes questões
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