Mega Cena

Tudo é uma grande encenação?
Claro que nem tudo, mas esses reality shows são primeiramente montados para que durante as interações humanas os dramas e alegrias possam aflorar e na base da sorte e de alguma resistência física alguém ganhe um prêmio em dinheiro e façam a felicidade das emissoras e dos patrocinadores.
Eu gosto do show da realidade.
Numa resposta vinda de um amigo ex aluno, ele disse que também gosta de fazer alguma amizade com desconhecidos.
Rio porque a história que lhe contei foi de um gerente do Méqui, portanto desconhecido, que ao ouvir a minha voz pedindo batatas fritas pediu que eu gravasse para a esposa um correio elegante falado.
Outro dia encontramos o gerente na loja aqui mais perto de casa.
Meu amigo me pediu o áudio porque queria relembrar as festas juninas onde eu narrava as quadrilhas.
Os prêmios neste meu show de realidade são essas demonstrações de afeto e carinho que vêm das pessoas conectadas com esse espírito de partilha.
Eu sou tão egoísta que fico maravilhado com a potência energética que essas coisas me proporcionam.
Calculo que proporcione a mesma potência nas pessoas com as quais eu troco e partilho.
Nem precisaria fazer um curso do COGEAE da PUC sobre argumentação para saber que numa troca interpessoal o que vale é o ganha-ganha.
Alguém perder nunca entra nessa equação, embora este mundão nos ensine o contrário.
O desfrute da vida é muito pequeno quando temos como base o alicerce das novelas televisivas, com as mesmas agruras e momentos de alguma felicidade entre as ações dos personagens.
Quase sempre a garota pobre que se apaixona pelo bonitão rico, a familia rica desaprova, aparecem pessoas para por as moscas nesta sopa e assim segue a trama.
A minha vida é bem simples e o ato de viver é ficar de olhos e ouvidos atentos para palpitar sobre os sentimentos que afloram nos tratos pessoais que acontecem ao meu redor.
Tenho usado muito a frase: Isso não vai acontecer.
Uso a frase quando os sonhos são gigantescos ante uma realidade fácil de ser compreendida.
Anteontem por exemplo havia a possibilidade de jogar na megasena da virada.
Começa-se a sonhar com barcos, casas, carros e eu, na maior cara de pau e sem rabugisse soltei essa:
Isso não vai acontecer.
Escrevi aqui no bloco de notas, de forma fictícia, duas possibilidades de jogos e ontem conferi.
Num jogo acertei um número e no outro, dois.
Por que as tais bets fazem tanto sucesso e ganham rios de dinheiro?
Porque as pessoas adoram apostar. Essa característica só perde para a de dar palpites.
Ops, errei.
O jogo é dar palpites.
Rio porque escrevendo percebo essas coisas aparentemente aleatórias.
Existem tipos de pessoas que nascem com caracteres artísticos que determinados grupos de pessoas jamais vão compreender e interagir de forma a amenizar as dores destes tipos.
Para que você compreenda melhor esta minha fala ouça no YouTube a resposta do Carpinejar sobre a sua infância.
Infelizmente eu afirmo que as pessoas ditas normais nem assim compreenderão a fala espetacular do poeta.
Não tem problema, eu continuo caminhando forte neste meu cotidiano insano, na visão dos televisivos.
De alguma forma eu sou teleguiado, afinal sitei o YouTube, mas existe também o Face e o Insta.
Eles são tão íntimos que já os chamo assim e como só curto os cafés filosóficos, o algoritmo só me apresenta isso.
O problema é comprar alguma coisa online.
Aí o dito algoritmo me apresenta uma enxurrada de possibilidades de comércio de ítens desnecessários.
Adoro o termo Absolescência do produto.
Essa Cena eu não quero pra ninguém


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