Calços

quência de lajotas desenhadas e pintadas, queimadas no forno e salpicado entre outras lajotas marrons do mesmo tamanho.
Uma composição bonita.
Ainda resistem aqueles pequenos espaços de calçadas com pedras que formam uma composição com o mapa do estado de São Paulo em preto e outro branco.
Havia uma lei proposta pelo então governador que todas as calçadas do estado deveriam ter a mesma composição.
Imagina a falcatrua com o produtor das tais pedras ornamentais.
Também foi assim com a tal necessidade das tomadas com três furos e o kit anti incêndio dos automóveis.
Tudo pelo dinheiro, explorando nós, os aquietados.
De volta às calçadas, que linda a da frente da padaria, onde o trabalhador colocou anteparos de ripa para criar um relevo em diagonais.
Quando eu sair da academia darei de pés na calçada.
Esta povoada por chicletes pretos amassados.
Eles eram verdes, amarelos, rosas, mas de tanto serem pisoteados pelas botas, tênis, sapatos e chinelos dos trabalhadores da cidade, acabaram escuros.
O pisar das pessoas algumas vezes têm essa característica que deixam as coisas escuras.
Porém a nossa cara de pau é tão assustadora que o Chico Cesar já escreveu que muitas vezes saímos de cena com veludo nos tamancos.
Além das calçadas também existem os postes e seus cartazes com os dizeres:
Trago o seu Amor em duas semanas!
E acabo de abrir a rede antissocial e me aparece um post patrocinado:
Eu desenho o retrato de quem você vai se casar.
Tudo se faz visando ganhar uma bolada.
Aparece assim porque alguém compra.
A mim interessa mais calçar o seguinte:
Ontem a minha neta, admirada e admirável soltou essa frase e me calçou de admiração:
Eu te amo vovô

 

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