Relevância

Até aqui o mesmo de sempre.
Toda semana tem pelo menos uma lojinha sendo reformada.
Reformada é um termo leve, já que as lojinhas são totalmente refeitas, virando outra coisa comercial.
Sempre o que me passa pela cabeça é o questionamento:
Será que o proprietário faz uma pesquisa de mercado antes de abrir o comércio?
Embaixo de casa, há algum tempo, foi aberto um café.
Dois cliente por dia foi a maior quantidade de clientes que presenciei dentro da loja.
O que mais existe no bairro são cafés.
Graças a Deus e ao menino, hoje é uma loja-ateliê de um fantástico artesão.
E vai durar muito, já que ele faz ítens por encomenda e vende artefatos de primeira qualidade executados por ele com maestria.
Sabiamente ele está criando sua carteira de clientes de bom gosto.
Aprendeu o ofício com seu Tio na Itália.
Volto com certa tristeza ao relato das reformas, ou da total destruição de lojas, para a construção de outras, que já nascem com a expectativa do fechamento.
Triste como o fato de eu ter esquecido de trazer uma chave de fenda para academia.
Você pensou: O quê?
Repondo que acabei de perguntar ao recepcionista se ele tinha ali uma chave de fenda para eu simplesmente apertar o parafuso que segura a linguetinha do armário que está solta.
Essa pergunta eu fiz no sábado passado, relatando o fato para a recepcionista que subiu a escada para ver o estrago.
A linguetinha permaneceu caída dentro do armário número 50.
Agora ela está super presa e funcionando.
Para tanto comecei o serviço apertando o parafuso com uma chave do meu Chaveiro.
Desci, pedi a chave de fenda, o moço abriu o armário da manutenção e me deu a chave.
Sempre penso se estou ficando ranzinza com a maior idade, mas logo lembro que desde muito jovem sou assim.
Gosto de ver as coisas realizadas, executadas, feitas e de preferência não só para o meu bem.
Veja que já fiz muitas coisas idiotas, claro, mas não demasiadas.
Saí às pressas da bicicleta para comprar açúcar para as tradicionais rabanadas.
Foi mágica a saída.
Passei no mercadinho que possui as mais mal humoradas atendentes do universo geral, mas foi a moça do pão que estava ali na frente.
Uma simpatia do Norte.
Perguntei a ela se só havia aquele pó de café estranho.
Fui surpreendido pela resposta:
Os outros ficam aqui atrás dos caixas para evitar que eles sejam Roubados.
Aí fui eu que disse: O quê?
Ela completou:
O azeite também ficava na frente e o povo levava sem pagar.
Até Xampú o povo coloca embaixo da roupa.
Estou de volta pedalando.
Essa minha vida é cheia de surpresas e esta eu vou usar para as minhas aulas.
As aulas que me aparecem dobrando a esquina.
Afinal, minha vida é uma escola surpreendente


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