Imagens

Categoticamente eu fico imaginando no caminho entre uma unidade do Colégio e outra.
Criando imagens vinculadas aos assuntos todos que povoam a minha mente agitada.
Quase sempre vem à minha memória pessoas que me ligam a tantos elementos que compõem objetos do dia a dia.
Outro dia pensei na pedra que segura uma das portas de uma sala de reuniões do Colégio.
Desde que um amigo viu a pedra ele quis uma para a casa dele.
Repare que isso faz tempo.
Muito tempo.
Na segunda, no caminho, me aparece a questão da pedra que segura a porta.
No dia seguinte, exatamente no dia seguinte, o amigo me manda por mensagem a foto da tal pedra.
Fui atrás de uma pedra de seixo que fosse bem grande para que eu pudesse desenhar movimentos de peixes sobre ela.
Procurei no oráculo Google, mas ali só encontrei uns montes das pedras pequenas.
Porém, ao procurar por loja de jardinagem, encontrei uma que a partir das fotos me pareceu propícia a ter uma pedra grande.
Cheguei e havia três jogadas no jardim.
Escolhi a que tem a forma de uma Pirâmide e agora ela está sobre um pedaço de papelão em cima da mesa redonda da sala, esperando os traços feitos com caneta Posca.
As cirandas do meu pensamento vão encontrando soluções para as aulas do dia seguinte, da qual já tenho o tema impresso na apostila.
Chegam até mim as atividades possíveis se entrelaçando.
Outro local fantástico para origens de ideias é o banho.
Flashs estalam e me levam, por exemplo, ao trabalho que criei para o capítulo: Arte Intrometida.
O espelho embaçado me fez pensar que os alunos fariam molduras no papel e as intrometeriam nos espelhos dos banheiros, colando-as com rolinhos de fita crepe.
Imaginei os outros alunos encaixando os Rostos nas molduras e penteando os cabelos, por exemplo.
A ideia de fazer colagens nas caixas de sapato apareceu no Natal de 2013, quando ganhei meu tênis da época.
Juntei vários papéis dos embrulhos de todos os presentes da família e fiz o primeiro encape, na tampa e na caixa.
Na primeira aula do ano seguinte já começamos a colar pedaços pequenos de papéis do cotidiano e todos os pequenos objetos que íamos achando no caminhar desta vida louca.
A colagem sempre termina no dia 30 de novembro.
Depois que descobri que o trabalho dos artistas é compulsivo, compreendi que eu tenho algo desses caras.
Minha vida é basicamente simples, mas a complexidade se dá quando eu viajo a pé, ou de carro pela cidade, quando descanso, quando corro, quando como salada de frutas, tomate e vinagrete.
No curto espaço que há entre o travesseiro e a minha cabeça, cabe o mundo.
Escrevi complexidade, mas me identifico com a frase do Picasso:
Ou é simples, ou é impossível.
Este jeito simples de resolver problemas desenhísticos veio na carga do DNA e se espalha pelo corpo como a delícia de uma manga Palmer, já cortada em pedaços para ser degustada.
Já Caetano nos avisou que todo mundo sabe a dor e a delícia de ser o que se é.
Sou eu e eu sou, uma pedra de seixo rolada para que eu me redesenhe com lápis, canetas e tudo o que eu puder usar para gravar coisas melhores do que eu sou agora.
O trio maravilhoso também nos avisou:
Só não se perca ao entrar no meu infinito particular.
O que eu procuro fazer e encontro é encontrar afinidade para ir completando a colagem desta Caixa.
Se quiser, desta Casa 

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