Expectativa

Expectativa, esperança, certeza.
O futebol é um jogo e como tal tem imprevistos mais do que coisas que se pode prever.
Não há como antever.
Neste nosso caso, saímos perdendo por três a zero.
Os jogos de mata-mata têm 180 minutos.
Noventa foram lá em Quito no Equador.
Sem jogarmos absolutamente nada, perdemos por três a zero.
Hoje acontecem os 90 minutos finais aqui em São Paulo, na nossa casa.
Casa cheia e entre todos, eu.
Certeza não há nenhuma além das suposições e dos palpites.
Eu prefiro assisitir tranquilo, acreditando muito mais por se tratar de um adversário de outro país.
No futebol existe o preparo físico que faltou na altitude de Quito e que sobrará no dia de hoje.
Físico e vontade, Raça.
A mesma vontade que nós, os palmeirenses, temos para virar esse resultado.
O jogo é jogado e só às vezes acontece de alguém ter sorte.
A sorte é aquele ingrediente mágico, digno de todas as esperanças e crenças.
Tecnicamente os nossos jogadores são melhores e o jogador mais decisivo deles, foi expulso na partida em Quito e não joga hoje.
Repito que futebol é um jogo e nos jogos existe a estratégia, a capacidade física e a inteligência.
No futebol eu meço a inteligência do jogador pela rapidez de raciocínio.
Ele tem um segundo para decidir qual a melhor atitude para colocar a bola no gol.
Objetivo máximo de uma partida de futebol.
Na juventude eu gostava de ter a certeza que a minha cabeça pensava de forma mais efetiva do que o meu corpo conseguia fazer.
Meu preparo físico sempre foi horroroso, mas os jogadores de uma Libertadores da América são atletas.
Costumamos dizer que com o salário que os jogadores ganham eles têm obrigação de dar a alma, o coração e o corpo em busca da vitória.
Porém eu sei que são seres humanos e logicamente são passíveis de erros.
Quem estiver melhor preparado vai jogar, porque o nosso técnico Abel entende muito destas coisas, além de ser um Campeão.
Na infância eu tinha um time de futebol de botão, cujos jogadores eram feitos de lentes de relógio que eu comprava no centro.
Eu comprei decalques adesivos que se soltavam na água e os aplicava no lado interno das lentes.
O goleiro era feito de uma caixa de fósforos encapada com fita isolante preta.
O goleiro também tinha um decalque na frente e todos estampavam a bandeira da Suíça.
Meu time era famoso entre os amigos.
Os jogadores-lentes eram guardados numa lata vazia de pastilhas Walda.
Sabe aquela esperança que vai além da certeza?
Acho que depois desse jogo eu terei que passar na farmácia para comprar uma lata de pastilhas para a garganta.
Rio porque a esperança não morre, já que o campeonato não acaba agora


 

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