Abracadabra
Como num passe de mágica vislumbrei um sábado.
A ansiedade é tamanha que já comecei a encapar a caixa de materiais de 2026.
Encontrei na arrumação do ateliê uma folha de papel manteiga quadriculado.
Rasguei com a mão em pequenos pedaços e já fui papietando.
Papietar é colar pedaços de papel sobrepostos para criar uma capa para o objeto.
Ontem já coletei alguns papéis e pequenos objetos que já estão colados na tampa.
Falta ainda terminar as partes internas da tampa e da caixa, coisa que farei depois de desembrulhar os presentes de Natal.
Usarei os variados papéis de diversas lojas.
A caixa de sapatos também foi sobra da arrumação.
Adoro fazer colagens e isso se reflete nos Cartões de felicitações que ofereço aos amigos em aniversários e outras ocasiões comemorativas.
Recorte e colagem sempre me interessou, pena que não guardei o foguete Apollo que fiz usando uma caixa de pasta de dentes e outras pequenas caixas de remédio quando eu tinha 10 anos.
Não tenho habilidade para escultura, mas foi inesquecível a face de Cristo que entalhei numa pedra de sabão de coco.
Tenho alguma habilidade com modelagem e daí veio uma pequena coleção de colares feitos com durepox pintado.
Desta história, depois de criar umas três peças, vendo um filme sensacional com Jack Nicholson e Diane Keaton, chamado Alguém tem que ceder, percebi que as ideias viajam pelo planeta.
A personagem feminina aparece na cena com um colar muito parecido com o que eu tinha feito.
O peso do pingente feito com durepox entrava no vão da corrente de linha e era assim que se equilibrava no pescoço.
Coisas da criação, assim como nos anos oitenta eu fiz uma charge onde um homem se montava com as peças de um quebra-cabeça que estavam dispostas sobre a mesa.
Ao entrar na Loja Museu do disco em São Paulo sabia que no fundo da loja eles vendiam revistas importadas.
Ao abrir uma revista inglesa da época, uma das páginas mostrava uma charge com exatamente a minha ideia.
Portanto, como sempre nos ensinou o Hermeto, a ideia é Nossa.
Universal.
E assim caminha a nossa humanidade.
A humanidade dos conectados pela energia elétrica das artesanias.
Isso tem sido os meus Abra-te Sézamo e os meus Abracadabras
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