Tridimensional
Minha neta aprendeu nesse ano os conceitos de bi e tridimensionalidade.
Explicou-me através de sólidos geométricos que ela montou com papel e também com uma página da sua apostila.
É curioso que eu sou tão prolixo, mas adoro e sou fascinado pelas esculturas do Luiz Sacilotto e do Amílcar de Castro.
Ambos Concretistas.
Luiz, o precursor, o pioneiro.
A partir da bidimensionalidade da Forma geométrica feita em metal, eles produziam cortes e dobras para gerar a tridimensionalidade escultórica da peça.
Tenho fascínio por essa aparente simplicidade.
Você consegue imaginar a cena?
Você pega um quadrado, ou qualquer outra Forma de papel duro, faz um corte numa das mediatrizes, ou raio e dobra.
A peça para em pé e nesse caso serve como ornamento para a sua mesinha de centro, por exemplo.
As peças dos artistas em questão normalmente são muito grandes.
Outro conceito que eu gosto bastante é o de ornamentar, enfeitar, decorar.
Acho bonito.
Não é a única forma estética de jeito nenhum, afinal eu respeito muito a estética do feio, quando há um repertório forte por trás do conceito.
Tudo é uma questão de gosto e muitas vezes os gostos são complexos.
Que eles são diversos não há dúvida, portanto, só dissertarei sobre isso se for para participar de uma mesa redonda.
Aqui eu não me arriscaria verbalizar.
Desnecessário.
Quando peço aos meu alunos para produzirem uma obra Concretista, proponho a Construção de um Cartão 3D.
A mágica se dá, usando uma folha de papel retangular, um corte e duas dobras, além do uso de uma palavra e uma imagem relativa.
Para finalizar a peça, dobra-se outra folha do mesmo tamanho ao meio, onde a outra será colada.
Cartão 3D, ou Pop-Up.
Entre complexidades e simplicidades caminhamos todos.
Um suporte aqui, uma dobra acolá e seguimos construindo nossas Obras.
É sempre bom decorar esse conceito para, na maior parte do tempo, enfeitarmos as vidas que não nos pertencem
Comentários
Postar um comentário