Encontrôes
Acho que tem a ver com uma certa idade, mas os jovens adultos quando andam nas calçadas em duplas, ou em trios não me notam de jeito nenhum.
Ou eu desvio, ou tomo um encontrão.
Pode ser que eu resolva também olhar para baixo e dar de encontro com os trios, mas tenho procurado me acalmar e compreender as razões das distrações.
Minha calma me remete a outros tipos de encontrões.
Eu até digo melhor, outro tipo de encontro.
Encontrar na medida que se procura, ou ainda melhor, encontrar sem estar procurando nada.
Os encontros casuais são os mais estimados e a observação atenta de como tal fato acontece é o tema desse relato.
Não pretendo e nem conseguirei ser assertivo nessa empreitada, mas direi apenas que acredito nos encontros que parecem misturar as almas e os espíritos.
Costuma-se dizer que deu química e a ciência tem cada vez caminhado nessa direção.
A conexão pela eletricidade já foi medida pelos cientistas, nascendo do topo da cabeça.
Assim tem pouco a ver com o coração no seu sentido físico.
Para o coração já temos a poesia.
Coisa cerebral medida pelas emoções, ao sentirmos que a comunicação avança de um para o outro com facilidade e sincronicidade.
Sintonia é outra palavra forte nos encontros.
É a partir daí que se formam as tribos.
O povo se junta por afinidade.
A impressão que eu tenho é que a felicidade mora aí, na sintonia e na sincronia.
Sincronia então é o Top da Pirâmide, afinal na sincronia o encontro é atemporal, já que Cronos é o deus grego do Tempo.
Muitas pessoas falam que tudo isso tem a ver com vidas passadas.
Eu prefiro acreditar que é, ou são, coisas dessa vida mesmo.
É nessa que eu particularmente me sinto feliz com esses encontros e também é por isso que sigo firme nos encontros diários com a juventude alunística do meu dia a dia.
A possibilidade do encontro me anima e sustenta.
Posso dizer que me encontro na Arte e assim, como eu sou exata e sentimentalmente, me conecto com pessoas criativas, inventivas, adeptas de conversas aleatórias que fazem o maior sentido para nós, que nos aventuramos nessa lida do encontro.
Encontro-me engajado no sentimento positivo.
Encontro-me adepto do encontrar-me a mim mesmo no espelhamento do outro.
Não significa igualdade.
Significa sinais de aprendizagem justamente naquilo que nos transparece como desigual.
Assim me encontro em aprendizado constante.
Quem quiser me encontrar é fácil, é só se sentar no sofazão do:
Senta que lá vem história!
Rio porque o que não falta é história
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