Mancha
A mancha de óleo fino no chão da garagem não tem a forma de um coração.
Essa frase visa estremecer a ideia de que tudo tem a ver com conexões astrais.
Tudo não, mas como é bonita a sequência de conexões.
Essa vida é essa que está em transcorrência e nos faz cruzar com as mais diferentes pessoas e nos aproximarmos e nos conectarmos com algumas que, de uma forma ou de outra, nos são quimicamente significativas.
Outra ideia é essa que nos fala da química.
Eu falo da eletricidade.
Pode ser a conexão de todas essas naturezas.
Volto a ideia da forma da mancha pra salientar que tudo isso pode ter natureza físico-química.
Ou seja, natural mesmo.
Vinda da natureza dessa vida que nos coloca como pensantes, afinal sentimentais somos nós, as plantas e os animais.
Humanos, flora e fauna, sentem.
O sentir nos move à percepção e ela às nossas ações contundentes, ou meramente instintivas.
Um menino acabou de me alcançar correndo só pra me dizer quem ele era.
Filho gêmeo da garota amiga de profissão quando ainda era bem menina e que hoje se dedica ainda mais à pedagogia.
Essa ação é bonita e significativa, não precisando de nada que não seja apenas a vontade de me conhecer pessoalmente e me dar um abraço.
Outro dia vi uma folha com cara de boca e talvez boca fosse.
Eu apenas dei-lhe voz ao publicar a sua foto na rede com a palavra: Silêncio.
É por isso que muita gente fala que acha muito bonitas as minhas postagens nos Stories, mas não entendem muito bem.
O entender aí nao importa tanto, já que a coisa já fez aguçar a curiosidade justaposta.
O mito da compreensão existe e só deixa de ser um dragão da maldade quando nos debruçamos sobre a dúvida e encontramos dentro da gente uma solução plausível.
Ao sair daqui eu tenho certeza que estarei conectado aos passos e encontros subjetivos.
De objetiva basta a nossa respiração e a transpiração.
Nosso sujeito compõe com manchas aleatórias corações gigantes
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