Rodovias
Voltei pra rodoviária.
Anteontem comecei as aulas de onde havia parado.
Tudo calmo porque também eu estou bem tranquilo.
Quando penso em tanta coisa além da Arte que os alunos ainda podem aprender, eu fico bem suave.
Eles ainda têm mais que aprender do que eu, que ainda preciso aprender muito.
Faz duas semanas que ando vendo meninas usando estrelinhas adesivas no rosto.
Apenas uma estrelinha em cada rosto.
Ontem ao ver uma aluna querida usando, perguntei se era moda, ao que ela me respondeu prontamente:
É Moda.
Imagina se eu ia usar essa coisa se ninguém estivesse usando?
Achei o máximo e mais ainda quando, à tarde, eu descobri o que são as estrelinhas.
Disseram que existe no Brasil, mas não em formato de estrela.
São adesivos anti espinhas.
Rio de tanto rir só pensando na moda e se os homens másculos usassem na minha época de colégio.
Eu não teria cara, ela seria toda adesivada.
Porém o tempo passa e fica apenas o charme mesmo.
Rio novamente porque se a gente não gostar da gente, talvez ninguém mais goste.
Exagero à parte, a história da estrela adesiva me encantou.
Alicinha desde sempre adora usar brilhos, lantejoulas e desenhos perto dos olhos.
Hoje é dia de organizar móveis no escritório.
Carrega aqui, muda de lugar ali, encaixa acolá.
Eventualmente gosto de fazer isso, mas apenas eventualmente.
Quase sempre gosto de pedalar na bike parada da academia.
Sentadão no aparelho vou escrevendo embaralhando as palavras na busca de um significado que para mim está claríssimo.
Cada parágrafo com suas palavras vão expressando um sentido objetivo.
Há muitos que não percebem essa objetividade, mas na minha loucura engaiolada eu afirmo que assim é.
Quase sempre os eventos e fatos que vão acontecendo comigo oferecem algum alento, ou ajuda aos outros.
Veja o acontecido com a minha pessoa ao passar no autoatendimento da padaria.
Eu sempre olho para atitudes de algum aluno que denota desatenção com um olhar de compreensão.
Eu estava com a minha comanda com o código de barras e vi na máquina dois lugares onde eu poderia passar o código da comanda.
O da direita tinha um buraco retangular na medida da largura da comanda.
O outro era mais visível e eu nem dei importância para o fato dele ser vitrificado.
Eu sabia que tinha que passar a comanda para leitura.
Passei uma vez e nada.
Duas e nada.
Até que a mocinha ao me chamar de moço me indicou:
Não é aqui é nesse leitor vitrificado.
Rio porque tem momentos onde estou prestes à senilidade.
O interessante é que quando eu olhei para os dois espaços eu tive a certeza que só poderia ser ali a leitura do código.
Pra que serve a do buraco ainda não tive tempo de observar, já que saí voando dali.
Voando eu já estava, afinal se tivesse feito tudo com calma e devagareza eu teria feito direito de primeira.
Eu devo ter déficit de atenção.
Imagina que sou salvo pela minha hiperatividade.
Rio novamente, afinal a eletricidade é uma descoberta bacana da humanidade.
Sabendo que a palavra Bacana vem de Bacco o deus das festas.
Estou em festa.
O ônibus religou e depois de meia hora saímos no Terminal SP onde a passagem é bem mais barata.
Vou aprendendo nas experiências dos erros e acertos.
O Kiko segue me dizendo que o minha mente viraria sol.
Eu não diria que só chove
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