Rodas

Rodoviária e risos.
Casa do pão de queijo com um moço olhando atentamente as fotos dos produtos no display acima do balcão.
Eu já estava no caixa, sendo atendido pela moça sempre engraçada.
Todo domingo ela está ali sorrindo.
Já cheguei perguntando:
Você tem aquele cafezinho de cento e trinta reais?
O moço desandou a rir e não conseguia parar.
Até que eu, num repente, comecei a conversar com ele sobre o filme onde o Michael Douglas anda pela cidade e entra na lanchonete com uma metralhadora.
Todos assustados e ele olha para o atendente e pede:
Eu quero um sanduíche igual àquele da foto.
Tinha que ser igual mesmo, nem menor e nem maior.
Rio tal qual o moço que, assim como eu, se espanta com o preço das coisas.
Ali, o café pequeno é doze e o médio é treze.
Rio porque somos enganados na cara dura, relaxamos e tiramos o escorpião do bolso sem pestanejar.
Mesmo assim a minha luta é pela redução e pelo reuso.
Ontem notei que o vidro de café solúvel estava no fim e comprei um refil.
Reusei a embalagem de vidro e assim será até o fim dos meus dias.
O mesmo vidro.
Que ingenuidade a minha.
Acho graça naquelas peças que são confeccionadas com garrafas Pet.
São todos os tipos de esculturas e enfeites feitos com aquilo.
Penso que deveríamos reciclar esse material, triturando tudo em locais especializados.
Houve um breve momento em que eu derretia o plástico das garrafas e dos copos em Thinner super potente e usava como verniz em algumas peças de papel.
Todos os conceitos de respeito com a natureza vai se esvaindo com o acúmulo das minhas ações, muitas vezes nefastas.
Sou como a maioria e a maioria não é amiga da sensatez.
Penso na Natureza e ela me diz que se a minha espécie fosse banida do planeta, as ramas de batata doce tomariam conta dos territórios.
Numa cena na TV o agente de condicional pergunta ao trapaceiro se ele sabe que há uma comunicação fluida entre as árvores através das suas raízes que moram nas profundezas.
Ele fez a pergunta em contraposição a uma história inventada pelo golpista.
Eu ainda não comecei a inventar histórias por pura incapacidade e apego as coisas que eu consumo e não descarto.
Vou vivendo de resumo


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