Razões

Sempre apreciei muito as falas simples ditas em séries de TV, em revistas, livros e nas redes.
Elas me fazem refletir.
No seriado Bull, ele solta essa, depois de ouvir algumas coisas de uma senhora que discorda dele:
Como é que alguém pega uma gripe?
Muitos escrevem sobre a deficiência imunológica que de repente sofremos, seja por tristeza, violência, ou uma questão de natureza cromossômica.
A tal baixa imunidade.
A pergunta veio questionadora mesmo.
Alguns são expostos ao vírus e não ficam gripados.
Esses são mais resistentes.
Faz-me pensar no que faz ficarmos com baixa resistência, já que esses micro bichos são difíceis de me pegar.
Claro que quando um deles me pega me derruba, me deixa triste, me desanima.
De onde vem essa resistência ou a falta dela?
Alimentação, exercícios físicos, genética, ou outro mistério qualquer?
Rio com as inúmeras propagandas de multi vitamínicos que começam dizendo:
Pra Vc que sofre com dores no corpo, fadiga, cansaço mental!
Quem hoje não sofre com esses males?
Marketing.
O que importa é outra frase escrita e dita:
Não importa se um come carne, o outro é vegano, um faz exercícios e o outro é sedentário, o destino de todos é o mesmo.
Portanto, o que realmente importa é a vontade de quem vive a própria vida, já que também li na semana passada, que dessa vida partiremos sozinhos com nossos feitos humanitários.
Ontem ainda, noutro seriado ouvi que as nossas maldades serão curtidas por anos, mas as nossas bondades serão enterradas com os nossos ossos.
Que forte isso.
Porém nesse mundão é uma verdade absurda e absoluta.
Parece incrível, mas quando escrevi viver a própria vida, infelizmente isso também parece um desafio.
O número de frases e pessoas que  decidem viver a vida dos outros é imenso.
Uma infelicidade, já que é difícil viver a nossa própria, imagina dar palpites intermináveis na vida dos outros, embora pareça que muitos assim o desejam, já que expõe tudo o que vivenciam nas redes antissociais.
Outra coisa magnífica é o título dado aos Influenciadores.
Eu já não gosto nada do título Seguidor, imagina Influenciador.
Ser influenciado bate de frente com o título de professor mediador.
Há que haver uma mediação, onde os diálogos sejam de ganha-ganha, ou seja, cada um emite sua opinião e no debate cada um ganha um pouco para que haja consenso.
É o que deveria acontecer na política.
Os debates ideológicos e a chegada a um consenso, ou senso comum a todos os envolvidos.
Isso é Civilização.
A Educação em casa carece de paciência e afinidade, carece do olho no olho e carece de carinho e afeto.
Dona Anna quando encontrava alguém, tocava o rosto e os cabelos, dizendo sempre filho, ou filha, você é uma pessoa iluminada.
Assim deve ser.
Uma querência inimaginável de positividade, de olhares festivos, de ações contundentes de beleza.
Aprendi desde muito cedo que tenho dificuldade em ser contrariado, por isso luto sem as unhas e sem os dentes para ouvir, ouvir e ouvir.
Outro dia reunido num café esperei quatro vezes para conseguir contar um pequeno causo.
O causo foi contado e eu não mordi ninguém e nem adoeci.
Devemos aprender e colocar em prática, já que permanecer no erro é burrice e sobre isso não acredito.
O que há é deficiência de aprendizagem.
Dessa também eu tento escapar

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