Féria

 Hoje é feriado e dá pra sentí-lo na quantidade de movimento nas ruas da Capital.

Um sossego.
Atravesso a rua assobiando.
Estranho mesmo é que feriado tem a ver com férias, mas às vezes tem um significado oposto.
Féria, entendida como o recebimento de um dia trabalhado.
O meu está trabalhado no descanso, embora esteja me movimentando aqui no leg press.
Lembrei-me ao tomar um cafezinho, do dia no qual errei redondamente numa observação linguística.
Rio porque sou sem noção até a ficha cair.
O que vou narrar aconteceu faz tempo.
Hoje tomo conta de pensar uns segundos antes de abrir a boca.
Na avenida o supermercado nem existe mais.
O café e algumas lojinhas ficavam embaixo do mercado.
Na inauguração do novo café as atendentes usavam uma camiseta que nas costas eu podia ler a palavra Espresso.
Lá fui eu perguntar como o pessoal pode cometer um erro desses.
A moça não sabia me informar.
O desinformado aqui nem pensou que a marca do Café era italiana e em italiano o café é Espresso.
Escrevo pra dar uma noção do sem noção, expressamente falando.
Rio porque ainda posso aprender com meus erros.
Erro é o que não falta.
Outro exemplo foi quando resolvi pintar meu violão maravilhoso, cheio de detalhes em metal.
Fosse hoje, eu abriria a minha caixa de ferramentas e desmontaria o violão todo e fecharia todas as áreas que não seriam pintadas.
Pois bem, na época não fiz nada disso e o resultado foi horrível.
Eu vou aprendendo e como já escrevi algumas vezes, quando aprendo eu não esqueço e uso o que aprendi.
Coloco em prática.
A prática é algo que prezo muito.
Deve ser por isso que faço poucos planos e esboços.
Tenho a ideia e vou executando.
Aprendi que não devo colocar os meus pés na rua e ficar paradão nas esquinas.
Hoje fico parado na calçada até o sinal de pedestres ficar verde.
Como eu adoro o verde tive mais facilidade em aprender.
Rio porque o slogan: Salve o verde é ecologicamente correto.
Quando vejo o pessoal nas esteiras correndo sem segurar no apoio lembro que não tenho essa habilidade, o que também me levou a nunca encarar um Skate.
Pranchas de surfe nem pensar.
Dar estrela no chão como faz a Alicinha então, só consigo imaginar em sonho.
São medos que devo encarar de uma vez por todas.
Essa frase também está errada.
De uma vez por todas não.
Uma encarada de cada vez até vencer todas.
Aí o meu espírito estará em festa e não em férias, mesmo que receba a féria por ter conquistado tanto.
Já está quase na hora de fechar o estabelecimento.
Estabeleço que devo errar bem menos no avançar da idade e acertar tudo o que me for possível.
Ontem alguém lembrou da fala que diz:
Explicar o porquê se gosta de Arte a alguém que não gosta é impossível e explicar a quem gosta é desnecessário.
Eu como professador vou insistindo sabendo que é impossível, mas a tentativa e o erro vão alimentando o meu processo de crescimento.
Quando eu digo que tudo isso é para mim, eu vou sendo o egoísta que teima em cuidar das artesanias possíveis a todos.
Não é o dom que eu procuro.
É simplesmente possibilitar que as pessoas experenciem sensações diferentes daquelas que simplesmente às mantém vivas.
Um viva ao feriado.
Um viva a todos os impossíveis que tornam tudo isso possível.
Um abraço longo, com os olhos fechados, para que o que vem de dentro encontre o outro com o mesmo coração aberto

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