Alfabeto

Adoro saber sobre códigos.
Criá-los a partir do ponto, da linha e da forma, por exemplo.
Dar o nome de desenho ao decifrá-lo, criando um novo código a partir do resultado.
Na arrumação da casa encontrei dois chaveiros doados numa promoção antiga.
Promoção de uma concessionária de veículos.
A imitação de couro liso em forma de gota, fez com que eu desenhasse grafismos com caneta preta a partir dos códigos que descrevi acima.
Quando eu usar as chaves caberá ao observador decodificar o desenho.
Interpretar usando o conjunto de informações que ele tiver na memória vivida.
Engraçado que me senti incomodado em escrever no masculino, ele.
Claro que elas estão no contexto e muitas vezes são mais sensíveis às interpretações mais detalhadas.
Repare que esse código que estipulava que O Ser Humano é  Homem, passa a ser docodificado como ultrapassado.
Ultra, muito, passado.
O presente é da ciência humana.
Mulheres cientes das suas posições e cientes das mesmas necessidades e capacidades que nós homens na evolução da espécie.
Estou na máquina Chest press que busca desenvolver a musculatura dos braços.
Esqueci de verificar o peso e tentei puxar pra frente.
Rio porque os braços nem saíram do lugar.
Ajustei o peso e agora são duas sequências de quinze puxadas.
Vinte e três quilos para um senhor de setenta anos está ótimo.
Rio porque o meu código de conduta na academia é não perder os movimentos com o avançar da idade, portanto, o meu intuito não é me tornar o Mister América.
Imagine eu bombadão.
Ahahahahahaha...
Eu nem tomo o tal Whey.
Vou comprar creatina e ver se continuo bem disposto para a prática de exercícios movimentativos.
Adoro neologismos também, assim como adoro onomatopeias.
A vinheta do antigo seriado do Batmam era cheio delas: Zapt, Pow, Zum, Slapt.
Rio porque também adoro os adjetivos pátrios: Guatemalteca, Usbeque, Camaronês, Portenho, Soteropolitano, entre outros de sonoridades incríveis.
Os códigos musicais são gualmente maravilhosos e aquela relação com a matemática existe mesmo, afinal os compassos são definidos, assim como o tempo de cada nota.
Tudo dentro do tempo estipulado, porém o grande Tom Zé tem outro pensamento.
Pensamento descrito maravilhosamente numa entrevista no Programa do Jô.
Dê uma busca no YouTube e você não vai se arrepender.

https://youtu.be/DB7pIVACRKc?si=BqpZ_0UjgA-jgjEi

Como um dos meus códigos é facilitar a sua vida, agora é só copiar e colar.
Ao meu ver entra nessa investigação aquilo que acho magistral.
A Intuição.
Aquilo que está e vai além do código estipulado.
Exercícios de imaginação que estimulam a vontade, a gana, o vigor criativo e todas as suas nuances.
Alguns artistas jovens pensam que aquilo que lhes apareceu na cabeça tem que sair igualzinho no resultado, porém nem sempre isso acontece.
Quase nunca acontece, porque acontecem pequenos detalhes intuidos no meio dos procedimentos.
E assim sigo vivendo essas aleatoridades totalmente pensadas pelo meu espírito hiperativo e pela minha intuição tedeagásística.
Como ser feliz requer apenas gana e um certo medo.
Medo que advém daquele código vital que diz que temos algum tempo para atravessarmos esse percurso.
Aí entram Caetano e Gil nas suas orações ao tempo, decodificando a essência do Estarmos Presentes.
Não deixe de ouvir a maravilha decodificativa: Não tenho medo da morte, do Essencial Gilberto Gil Moreira.

https://youtu.be/yP1z5uhnJS8?si=_bpyZVbcvbw_HjH6

Assim caminha a humanidade na essencialidade do Lulu, desta vez com um viés menos otimista, mas com a mesma espiritualidade humana.

https://youtu.be/dq2VbWyZeuM?si=PopXRuQ928NRfx4i

Eu digo Có ao Cocoricó da TV Cultura.
As crianças decodificam

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