Sonoridades
Ando pensando em melhorar o uso da sonoridade das palavras nas minhas frases.
Penso que elas andam meio quadradas.
Posso andar por caminhos tortos no sangue latino que enche os portos.
Os portos falam sobre as ondas sem usar boias ou aquelas sondas.
A sonda rema com remos de madeira até chegar no outro lado da feira.
Na feira desenho o meu quadrado, separo o dia, desfaço o lado.
O lado torto do tabuleiro sinistro não quer que eu faça troça do seu registro.
Registro em folhas de papel aquilo que eu imagino que venha do céu.
O céu revê o que antes aconteceu e muda o curso daquilo que eu quero que seja meu.
O meu salve àquele amigo que se fortalece ante o perigo.
O perigo da poesia abrange a luta e a frase é a prova da sua conduta.
Assim vou encadeando frases e gostos, amalgamando tudo, corpo, chaves e rostos.
Rostos sorridentes que animam pessoas que se pintam com as nascentes que viram lagoas.
Lagoas com cardumes de diferentes espécies são cartões postais que ninguém esquece.
Esquecer pra quê se é tudo lindo, menos o que é feio e já está indo?
Ir ao paraíso requer poesia boa já que esse mundo nos faz a toa.
Caminhar seguro não me diz nada, afinal a segurança é coisa disfarçada.
Disfarço o som com a minha risada e o tambor soa alto na farofada.
Farofa com arroz é dieta rica, dá saúde a quem pratica.
E assim a cadência vai nos ninando, através da fala que vou cantando.
Cantar cantigas de ninar é simples, difícil é acordar sorrindo comendo picles.
Preciso melhorar a minha sonoridade e sair do meu quadrado.
Quando conseguir eu mando um recado
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