Pancada
A gente vai entrando nos lugares e eu sempre cumprimento os que vêm na direção contrária.
Desde o período da manhã venho tendo essa experiência e às vezes o cumprimento é retribuído, outras não.
Acabo de receber um boa noite sorridente e me deu a impressão que o moço já me conhecia faz tempo.
Acho que não.
Fiquei a pensar que muitas vezes a pessoa não retribui por timidez.
Tive essa impressão instantes atrás.
Funciona mais ou menos como certas músicas que já me emocionaram até que eu chegasse às lágrimas absolutamente sinceras.
A sinceridade do toque na alma, quimicamente ou não.
Outras vezes eu não me emociono como antes, ouvindo a mesma canção.
Portanto a minha emoção depende daquele momento de sensibilidade aflorada por vivências próximas.
Quero lhe dizer que penso que se passa assim quando a outra pessoa não retribui o cumprimento.
Acontece de passar num instante não tão bom, existe a timidez e tantas outras circunstâncias.
Na série onde cada capítulo acaba com um jantar em família de bisavô, avô, filhos e netos, o filho mais novo quis fazer um brinde lembrando o irmão mais velho já falecido.
Na mesma hora percebi que a palavra Brinde também significa um presente
Algo que se ganha de presente, normalmente após a compra de algum produto, mas não só.
O cumprimento é um presente.
Na hora do almoço recebi de brinde uma situação fabulosa no sentido da fábula da narrativa.
Estava na fila de pesagem e havia uma moça na minha frente.
A fila foi se agigantando.
A moça que pesava os pratos e colocava o valor na comanda, apertava loucamente um determinado botão da maquininha.
Apertava, apertava e nada.
Travou.
Sacou o celular e ligou para a chefe.
Essa chegou e deu duas Pancadas na maquineta.
Tum, maquineta na bancada.
Tum, maquineta na bancada.
Como tudo nesse Brasil varonil, destravou.
Saí de lá com a minha barriguinha leve.
De legumes aos montes, uma colher de arroz integral e uma de feijão e a tal proteína.
Tudo pouco.
No primeiro semáforo, um senhor com aquele papelão escrito: Fome, me pediu uma moeda de cinquenta centavos.
Eu não tinha.
Entro em casa pra fazer mais um furo no meu cinto e me deparo com uma moeda de cinquenta centavos ao lado do notebook.
Ela já está no console do Classic.
Assim eu sigo a minha narrativa ambulante.
Da bicicleta ergométrica consigo ver meu reflexo e de outros, junto com os pontos brilhantes das lâmpadas acesas no ambiente.
Antes do reflexo o que vejo é o esborrifador de álcool limpa vidros.
Antes de tudo isso, vejo as luzes vermelhas do painel da Bike que traduzem números da velocidade, nível de peso e contagem do tempo.
No centro do painel aparecem mensagens em movimento feitas com pontos vermelhos.
Mensagens tipo: a maquineta voltou a funcionar, o almoço custou trinta reais e Cinquenta centavos, saciei minha fome, recebi de brinde um lápis e uma régua do colégio e a última mensagem me deseja Boa noite.
Tudo se encaixa quando nosso espírito está conectado com as mais belas dimensões da vida humana.
No episódio da série familiar o brinde aconteceu porque o irmão mais novo salientou que não havia perdido o irmão, tanto que ele se manifestou na resolução de um caso difícil.
Manifestou-se na memória do irmão que ora tem a condição de colocar na prática o ensinamento do mais velho.
E a mensagem feita com pontos vermelhos insiste em me agradar:
Boa noite
Desde o período da manhã venho tendo essa experiência e às vezes o cumprimento é retribuído, outras não.
Acabo de receber um boa noite sorridente e me deu a impressão que o moço já me conhecia faz tempo.
Acho que não.
Fiquei a pensar que muitas vezes a pessoa não retribui por timidez.
Tive essa impressão instantes atrás.
Funciona mais ou menos como certas músicas que já me emocionaram até que eu chegasse às lágrimas absolutamente sinceras.
A sinceridade do toque na alma, quimicamente ou não.
Outras vezes eu não me emociono como antes, ouvindo a mesma canção.
Portanto a minha emoção depende daquele momento de sensibilidade aflorada por vivências próximas.
Quero lhe dizer que penso que se passa assim quando a outra pessoa não retribui o cumprimento.
Acontece de passar num instante não tão bom, existe a timidez e tantas outras circunstâncias.
Na série onde cada capítulo acaba com um jantar em família de bisavô, avô, filhos e netos, o filho mais novo quis fazer um brinde lembrando o irmão mais velho já falecido.
Na mesma hora percebi que a palavra Brinde também significa um presente
Algo que se ganha de presente, normalmente após a compra de algum produto, mas não só.
O cumprimento é um presente.
Na hora do almoço recebi de brinde uma situação fabulosa no sentido da fábula da narrativa.
Estava na fila de pesagem e havia uma moça na minha frente.
A fila foi se agigantando.
A moça que pesava os pratos e colocava o valor na comanda, apertava loucamente um determinado botão da maquininha.
Apertava, apertava e nada.
Travou.
Sacou o celular e ligou para a chefe.
Essa chegou e deu duas Pancadas na maquineta.
Tum, maquineta na bancada.
Tum, maquineta na bancada.
Como tudo nesse Brasil varonil, destravou.
Saí de lá com a minha barriguinha leve.
De legumes aos montes, uma colher de arroz integral e uma de feijão e a tal proteína.
Tudo pouco.
No primeiro semáforo, um senhor com aquele papelão escrito: Fome, me pediu uma moeda de cinquenta centavos.
Eu não tinha.
Entro em casa pra fazer mais um furo no meu cinto e me deparo com uma moeda de cinquenta centavos ao lado do notebook.
Ela já está no console do Classic.
Assim eu sigo a minha narrativa ambulante.
Da bicicleta ergométrica consigo ver meu reflexo e de outros, junto com os pontos brilhantes das lâmpadas acesas no ambiente.
Antes do reflexo o que vejo é o esborrifador de álcool limpa vidros.
Antes de tudo isso, vejo as luzes vermelhas do painel da Bike que traduzem números da velocidade, nível de peso e contagem do tempo.
No centro do painel aparecem mensagens em movimento feitas com pontos vermelhos.
Mensagens tipo: a maquineta voltou a funcionar, o almoço custou trinta reais e Cinquenta centavos, saciei minha fome, recebi de brinde um lápis e uma régua do colégio e a última mensagem me deseja Boa noite.
Tudo se encaixa quando nosso espírito está conectado com as mais belas dimensões da vida humana.
No episódio da série familiar o brinde aconteceu porque o irmão mais novo salientou que não havia perdido o irmão, tanto que ele se manifestou na resolução de um caso difícil.
Manifestou-se na memória do irmão que ora tem a condição de colocar na prática o ensinamento do mais velho.
E a mensagem feita com pontos vermelhos insiste em me agradar:
Boa noite
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