Inesperado

O mundo ficou perplexo quando o Toquinho conseguiu colocar a palavra bicicleta numa canção,  assim como o Chico colocou o Paralelepípedo.
Mais perplexo fiquei eu quando soube que a melodia da canção Aquarela, ele já tinha gravado com outra letra como tema de uma personagem feminina numa novela.
Num encontro com um italiano numa gravadora, o italiano adorou a melodia e disse que tinha uma outra que se encaixava perfeitamente.
Eles juntaram as duas melodias e colocaram a letra de um outro amigo italiano.
Simplesmente Aquarela.
Perplexo é uma palavra linda.
É uma sensação inigualável, a perplexidade ante algo inusitado.
Palavras que se cruzam e se entrelaçam numa composição poética, lírica.
Palavras que aparentemente não são parentes, mas acabam morando na mesma casa.
Meu título do ebook é a Casa da razão mágica, que perante a minha visão é o nosso corpo, onde mora a razão, o racional e a magia daquilo que é espiritual, emocional.
Coloco a minha casa à disposição dos que desejam compartilhar coisas boas que se multiplicam em coisas ótimas.
Assim a palavra bicicleta se transfigura na obra pictórica do Newton Mesquita, por exemplo e Aquarelas são produzidas em quantidade e qualidade por diversos artistas visuais em todo mundo.
B I C I C L E T A, sou sua amiga bicicleta.
Tanto que uso os seus pedais numa outra canção.
Posso ser um rio servil, um pedal de bicicleta.
Na minha interpretação eu posso ser um lugar onde você possa se por em movimento, que eu possa ser uma espécie de guia para facilitar o seu caminhar.
Assim qualquer palavra pode ser motivo de um movimento mais assertivo.
Os relógios moles do Salvador Dali têm como força o título Persistência da Memória, sendo que os relógios são sustentados por forquilhas de madeira, ou mesmo apoiado em rochas.
A forquilha que nos serviu de estilingues para guerrinha com mamonas.
O terreno desocupado ao lado de casa no Trujilo era ocupado por dezenas de pés de mamonas.
Esferas verdes com espinhos.
Comprávamos tripas de mico para serem os elásticos.
Falando em elástico um deles juntava, numa outra manhã, um pacote de cadernos de provas e outro de gabaritos.
Coisa de alto gabarito.
O gambito da rainha, antes de ser uma série de sucesso no streaming é uma jogada do xadrez.
Xadrez como o kilt escocês e xadrez que espera um senhor irresponsável.
Os peões continuam a bater as ferramentas na reforma que há sobre o nosso apartamento, mas eu também sou um peão a serviço do serviço.
O meu serviço nunca foi um suprassumo quando eu jogava tênis, se é que em algum momento eu joguei tênis.
Ontem vi um par encaixado nos fios de eletricidade na rua onde está construída a minha casa.
Casa de marimbondos, parecidos com os que feriram a minha face a face da minha irmã, depois de brincarmos com uma tábua e uma lata de tinta.
Cada um na sua vez era jogado para cima numa espécie de gangorra.
O novo piso da casa do meu filho será pintado com a tinta específica para pisos, enquanto eu piso nos astros distraído.
Distração que fez com que o Britto fizesse a canção Epitáfio.
Epitácio Pessoa eu só ouvi dizer como nome de rua em Santos, mas depois que eu terminar esse texto vou até o YouTube para ver como o Buenas ideias me esclarece a respeito.
Respeito que eu ouvi na opinião de uma moça artista a qual pediram que fizesse um desenho para tatuagem.
O respeito para com o Artista que vai fazer a tatuagem, requer uma avaliação de quem pede o desenho e de quem vai tatuar.
Existe sempre uma coisa que casa com a outra.
Quem casa quer casa é um ditado popular, assim como o tal Lar doce lar.
Um dos títulos mais cabulosos que eu já vi é o que o Frejat criou:
Música pra pular brasileira.
O Brasil é assim, uma diversidade em cada esquina das cidades diversas.
Diversificada é a forma como as pessoas encaram cada acontecimento.
Hoje uma senhora entrou no õnibus, sentou-se e pôs-se a ouvir em alto e bom som a mensagem de áudio de uma amiga:
Querida amiga, tenho uma notícia horrorosa pra te dar.
Fui ao médico e ele disse que eu estou a um passo de ter um enfarto.
Minhas veias estão endurecidas, peço-lhe orações pois estou nas mãos de Deus.
Outro dia era um adulto jovem que pôs-se a ouvir um anime todo falado em japonês.
Ele estava entendendo tudo porque no vídeo do celular o texto estava nas legendas em português.
Hoje era o moço que trabalha com construção que me ensinou que se eu for construir pra vender, eu tenho que pedir um valor muito mais alto do que eu prever que irei gastar.
Depois que a obra terminar e sobrar vinte mil, eu devolvo para o cliente.
Ele vai ficar feliz e me indicar para outros tantos.
Ele não disse nada disso pra mim.
Ele falou tudo para o Gesseiro, amigo dele, que está trabalhando na obra de uma senhora empreiteira.
Segundo ele, a senhora está fazendo o oposto e está tendo que colocar o dinheiro dela na roda.
A roda da fortuna novamente.
Aquela que possibilita até hoje as coisas Rodarem com muito mais facilidade e rapidez.
Fico pensando no cara da ideia da roda.
Roda, roda e avisa.
Um minuto para os comerciais.
Para os artistas, os abacaxis


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