Compreensão
Há muito tempo sou tentado a escrever sobre a compreensão.
Penso que há tantas compreensões, tantas maneiras de compreendermos aquilo que nos foi apresentado.Porém, calculo que podemos enumerar alguns tipos, já que a forma com que eu compreendo não é a mesma que outros compreendem.
Posso falar da minha.
Ela é sempre relacional.
A coisa me é apresentada e automaticamente fico fazendo múltiplas relações entre os significados das palavras.
As palavras que me são colocadas numa conversa, numa questão, são signos participantes de um código.
Código que relaciono com imagens que já conheço e assim busco a sua decodificação no conjunto.
É essa forma de compreensão que uso também para as minhas criações imagéticas, minhas crônicas e meus poemas musicados.
Partindo desse meu pequeno texto vejo que não sou capaz de descrever qualquer outra forma de compreensão sem que eu a julgue como falha de comunicação.
Falha minha, talvez.
Portanto, não me preocupo em ser compreendido, embora considere a comunicação fundamental na minha relação com o outro.
O meu desejo é sempre compreender o outro na sua simplicidade, ou complexidade.
Nem sempre acerto e isso me faz abraçar a minha humanidade.
Dessa forma, fico feliz se o outro encontra algum encanto - pequenino que seja - no meu encantamento
Comentários
Postar um comentário