A caixa de remédios
Abro a caixa de texto do meu celular e aparece o título: Remédios.
Era a lista dos remédios que eu comprava para minha mãe.Ao remover a lista da caixa de texto tive a certeza que havia de escrever o texto sobre o qual pensava há dias.
O remédio é escrever.
Escrever sobre aquilo que parece ser uma doença que causa dor mas é apenas um sintoma de amor incondicional.
Aquele que vem com a gente bem antes do tal intrauterino.
Vem de um encanto divino que transcende os gêneros, os elementos da natureza e todos os escritos dos poetas e profetas.
Porém, o que me fez ter essa ideia é uma lista de remédios mesmo que a perda possa ser irremediável.
Dessa forma resolvo que a forma deve ser abstrata e não figurativa.
Deve ser algo que a gente num primeiro momento sinta um desejo imenso de perguntar: O que é isso?
E no instante seguinte passamos a ter uma certeza absoluta daquilo que é.
Afinal, não é poesia, novela, ou romance.
É só saudade de um olhar profundo, sem palavras, que num instante de crise do lóbulo frontal apresenta para mim e para ela a essência do que nem precisa ser dita.
Agora ela nem precisa mais estar em palavras.
Ela que é o nosso concerto, remediada está.
Remediados estamos
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