Interestelar canoa
Interessante eu observar que a todo instante aparece alguma coisa para que eu me sinta na ativa.
Ativando a ocupação, mas também a preocupação.
Sei que isso é inerente a todo ser humano, mas pra mim acho interessantíssimo.
Estou no ônibus indo pra São Paulo e já estou ligado na reunião online sobre a Culminância das Eletivas do Colégio.
Nada escandaloso.
No meu caso é até bem simples, já que eu e os alunos já temos até desenhos para expor no painel.
Porém, observei que em Artes visuais somos seis profissionais e já fico pensando se o espaço será pequeno, ou enorme.
Este é um exemplo que ainda virá e repito que é muito simples de resolver.
Mais tarde tem a questão do almoço, que pode ser em casa, pode ser no restaurante e até pode ser na mesa comendo uma sopinha.
Repito que estou eacrevendo sobre dilemas muito triviais.
E comigo as coisas se passam assim.
Inventar Atividades relativas aos capítulos da Apostila dos oitavos e nonos anos.
Arte interativa e Arte no corpo.
Já é simples de inventar e mais simples ainda por já ter tido as experiências dos anos anteriores.
Resolver se assisto ao Jogo do Palmeiras na Libertadores, no Estádio, ou na Televisão.
Programar a ida a Sorocaba para o almoço de aniversário do Tadeu e da Festa de dez anos da Alicinha.
Com certeza escrevo por ansiedade e esta nem está exacerbada.
É simplesmente a cabeça funcionando como uma agenda.
A ideia do texto veio de pensar na quase inexistente possibilidade de ficar quieto, sem pensar em nada.
Pronto, resumi.
Existe a possibilidade de ficar quieto sem pensar em nada?
Acredito que eu nem queira isso, ou nem saiba como pode acontecer assim.
Quando estou parado sempre acontece alguma coisa.
Acabo de receber a mensagem de um amigo irmão cuja filha escreveu um livro e fez desenhos a partir da história.
Ele apenas me pediu que sugerisse como ela pode apresentar, ou dar acabamento no livro.
Como já tive a experiência de esvrever textos a partir de desenhos de um aluno e montar o Livro: Memórias Abstratas, sugeri o mesmo processo para o amigo.
No meu caso o aluno, hoje um profissional de outra área, mostrou interesse em desenhar e pintar imagens quadradas com Abstrações.
O incentivei a fazer várias e a cada semana ele me trazia uma imagem em papel.
Todas quadradas.
Montei as páginas também quadradas com as imagens no centro, deixando uma borda branca de quatro centímetros onde o texto andava pelas quatro margens.
A história se desenrolava pelas páginas que eram lidas girando o livro no sentido anti horário.
Memórias Abstratas.
O trânsito na Castelo segue lento, mas aqui a cabeça vai a mil, mesmo que eu nem tenha tanto trabalho assim.
Com quantos paus se faz uma canoa?
Um tronco bastatia, não fosse o trabalho de desbastá-lo por dentro para dar-lhe a forma barcante.
Eu pensando na ferramenta.
Machado, ou um formão?
Dilemas triviais de uma mente inquieta
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