Direções múltiplas

Caminhar até um pouco mais longe.
Do outro lado da Cidade Jardim, na Clodomiro Amazonas, tem outra academia da mesma rede que deve ter pelo menos uma bike funcionando.
Aqui a duas permanecem em manutenção eterna.
Os pequemos problemas dessa natureza vão se resolvendo na conversa, mas principalmente nas minhas ações contundentes.
Ao sair do prédio vi meu ex vizinho que ainda está andando apoiado numa muleta.
Porém está muito mais disposto do que quando ele e a esposa foram morar com o filho aqui perto.
O cumprimento foi de entusiasmo.
Assim a calçada e as pessoas sorriem um tanto mais alegres.
Outra questão é a loja de carros usados correndo atrás do novo proprietário do Fiesta 98 que até hoje não passou o carro pro nome dele.
A concessionária já está acionando.
Estou bem mais pontual nas minhas mensagens, porém ainda com um grau de doçura.
Rio porque é assim mesmo que essas coisas são resolvidas pela minha persona.
Assim eu sigo ganhando, ganhando e agradecendo.
Minhas memórias estão em duas caixas médias de papelão.
Caixas da época que os professores recebiam cestas básicas com o mantimento.
Hoje é tudo no cartão, mais prático, inclusive porque a gente tinha que pegar as caixas no depósito.
É uma vida sem muita preguiça e cheia de bordados com canetas preferencialmente pretas.
Hoje começo a bordar a décima tela da sequência de treze.
Gosto quando os alunos e alunas perguntam se é para enfeitar.
Explico.
Nesta semana a atividade do oitavo ano fez parte do Capítulo 5 da Apostila, cujo tema é Arte no Corpo e com o Corpo.
Hoje eles não podem usar o celular no Colégio, portanto não poderiam fotografar a própria mão depois de desenhada.
Logo, a proposta foi que eles contornassem a própria mão no papel e fizessem desenhos dentro dela.
Digo novamente que eu gosto bastante quando alguém pergunta se pode decorar, ou enfeitar a mão desenhada.
Meu trabalho é bem esse.
Decorar enfeitando a tela, ou o papel branco, usando canetas pretas.
Gosto de pintar também, mas é clara a minha preferência prla imagem em preto e branco.
Algums cineastas estão usando esta Linguagem ultimamente.
Pesquise por favor a história da Mulher Trans que nos anos sessenta foi cliente e depois auxiliar no engenheiro de som Moog.
Ela foi a autora da trilha sonora do filme Laranja Mecânica e depois de várias outras trilhas lendárias.
A única pessoa a vender um milhão de discos em Música Sinfônica, com um trabalho dedicado a Bach.
Os filmes já eram coloridos, mas isso é de menor importância.
Wendy Carlos fez história, mas quase ninguém conhece, assim como não é notícia popular que o Jogador de futebol Gustavo Scarpa adora ler e no período que estava lesionado publicou e continua publicando resenha dos livros que ele lê.
Vários companheiros de clube já foram flagrados lendo livros em casa, ou na concentração.
Concentremo-nos nesses episódios de grande beleza.
Não acredito nos multivitamínicos das propagandas de TV, mas acredito na paciência, na elegância dos gestos e na Convicção para o bem estar da Maioria


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