Penta
Achei sensacional a campanha publicitária da cervejaria que daria cerveja pra todo mundo se o Brasil fosse Hexa.
Desde sempre ela sabia que o nosso futebol está muito aquém daquele do passado.
O dono da ideia foi sensacional.
Também fiquei inquieto e depois ri muito, pensando nos dois narradores esportivos que disseram que estavam felizes porque a nossa seleção estava desacreditada e foi dessa forma que a seleção sempre cresceu e foi campeã.
Parou nas oitavas.
Desta vez, pensei como o autor da ideia da campanha publicitária.
Outra história mágica é essa que diz que o Ancelotti é um treinador multicampeão e ia colocar a nossa seleção nos eixos.
Começou mal, não por ter perdido a copa, mas por fazer a vontade dos outros, levando um jogador sem condições físicas para compor o elenco, mas que é aplaudido pelo seu passado de menino e suas atitudes sempre orquestradas pelo pai.
Levou também um jogador que nunca mais havia sido relacionado, mas havia jogado com ele em clube.
Torço muito pelas seleções africanas e penso que uma delas será campeã do mundo em breve.
Força física, vontade e inteligência.
O Brasil deve repensar bastante esta história de sermos sempre os melhores do mundo no futebol.
Eu adoro o Brasil.
Porém precisamos tanto de tanta coisa urgente.
Como professor fico feliz em torcer por um time treinado pelo professor Abel Ferreira.
Dentro das quatro linhas ele se transforma.
Nervoso e querendo ganhar, tanto que quase entra em campo para defender seus jogadores.
Tenho a experiência de jovem, com um amigo dentista que jogou muita bola nos campos e nas quadras do clube de campo.
O sujeito fora de campo é uma educação, gentil e muito calmo.
É só entrar em campo e ele se transformava.
Não se conformava em perder.
Claro que não acho que deve ser assim.
Há que termos discernimento dentro e fora do campo, mas ter vontade e desejo é essencial.
Pena que ao lado da campanha da tal cervejaria há tantas campanhas a favor da jogatina das bets.
Jogar em jogos de azar sempre foi péssimo, mas agora a coisa ficou ainda mais nociva, já que as apostas são feitas por aplicativos.
Uma coisa devastadora que começou com o tal tigrinho.
O BLÁ BLÁ BLÁ do jogue com responsabilidade é engana o trouxa, claro.
Acaba por ser uma doença.
Péssimo ser patrocinado por esse tipo de coisa, inclusive o time pelo qual torço traz uma dessas estampada na camiseta.
Tenho muita vontade de parar de acompanhar, já que cada vez mais o dinheiro está acima de tudo.
O tal presidente laranja deu um telefonema para o presidente da fifa e a entidade retirou a punição do cartão vermelho do jogador norte americano.
Ele entrou em campo contra a Bélgica, foi substituido e a seleção norte americana perdeu por quatro a um.
Adorei, assim como adoro quando os produtores e diretores de filmes norte americanos refletem e criticam atitudes descabidas dos seus governantes.
Vide tantos.
Parabéns Robert De Niro.
Gosto bastante da frase daquele comentarista brasileiro que diz que dentre as coisas menos importantes no Brasil a mais importante é o futebol.
É desimportante mesmo e os Titãs já me perguntaram:
Você tem fome de quê?
Arte, muita Arte.
A Arte questiona.
Assim o uniforme da Bélgica mostra as cores usadas pelo seu maior artista surrealista, Magritte.
Na camisa a frase: Isto não é uma camisa.
Assim como o Magritte fez ao pintar um cachimbo inscrevendo na tela: Isto não é um cachimbo.
A Arte questiona o que é real e o que é representação.
Ser aquilo que se é, é fundamental.
Caetano já garantiu que de perto ninguém é normal.
Representar é mágico, acionar é lógico e a mistura incandescente das duas propostas é essencial e produtiva.
Avante para mais futebol Arte.
O verdadeiro, não o representativo
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