Exame preparatório
Descendo a rua até a casa do meu filho com o meu ultra móvel, Classic 2013, vi uma viatura do Samu parada na frente de uma casa.
O homem estava tirando a maca do veículo e a moça estava com a mala de serviço médico já entrando na casa.
O uniforme me chamou a atenção.
Os dois servidores estavam impecáveis.
Quase da mesma forma que me chamou à atenção o uniforme das seguranças de uma unidade empresarial em votorantim.
No ambiente havia seguranças mulheres e homens.
Vestuários dignos de filmes de Hollywood.
Olivódi é o nome de uma criança que deu entrada com a mãe no P.A. do Parque das laranjeiras em Sorocaba.
Sim, Olivódi.
Depois de muitas tentativas de escrever o nome da criança, a senhorinha que listava os nomes numa planilha já ia desisitir quando a mãe da criança tirou um maço de cigarros do bolso e mostrou como se escrevia o nome da criança:
Hollywood.
Você deve imaginar a mãe chamando o filho de Olivódi desde sempre, mas constando no registro, Hollywood.
Sensacional.
Assim a humanidade vai vivendo os seus dias, com uniformes muitas vezes bonitos e com seus nomes estranhos.
O dito todo poderoso mandou que a punição do jogador norte americano fosse considerada apenas no jogo no qual o cartão foi imposto.
A tal toda poderosa FIFA considerou justo o mandado.
O sujeito entrou em campo, foi substituido e os E.U.A. foi goleado por quatro a um.
A justiça vem a cavalo, ou isso é apenas um jogo de futebol?
A vida segue pedindo muita paciência e força para seguirmos em frente.
O dinheiro ainda é uma força que impulsiona muitas falcatruas e desmandos.
Talvez ele seja a força motriz de um mundo cada vez mais desumano, porém a humanidade ainda tem muito do espiritual para oferecer.
Esta minha colocação parece poesia, mas é conceitual prático, na medida que a nossa necessidade de cuidado e afeto se acentua cada vez mais.
Quando a nossa conversa interna pede que continuemos no caminho da concórdia, da humildade, da empatia e da simpatia, nós devemos seguir nesta toada.
Seguir com gana e convicção, com paciência e coragem.
Uma frase do meu professor e artista, Antônio Celso Sparapam, escrita a lápis num de seus desenhos expostos num barzinho na frente da FAAP, sempre me chamou à atenção e a guardo fortemente na memória:
Para fazer parte do meu exército, basta não vestir meu uniforme.
Abujamra pai, sempre ensinou ao filho que um médico que vai operar um coração não pode errar, mas um artista pode errar no seu trabalho o quanto ele precisar.
De forma que o erro é que nos faz aprofundar e modificar a condução.
A uniformidade é mediana, é morna.
É preciso ousar e seguir firme na ousadia.
Criar um ambiente de arte terapia constante.
O uniforme da seleção Belga é construído a partir da Obra do seu gênio surrealista Magritte.
O título da Obra é: Isso não é um cachimbo e a inscrição na camisa é: Isso não é uma Camisa.
A representação não é a coisa e isso nos deixa em constante reflexão sobre a realidade e a imaginação, sendo que refletir é preciso, mesmo que nela não exista precisão.
A gente faz Arte porque precisa, do contrário faria pão
Comentários
Postar um comentário