Multitarefas

Não era do meu costume fazer escrita ouvindo música.
Porém estou nesta lida desde que recebi de presente um Spotify familiar.
E as frases vão surgindo mesmo tendo as letras das canções invadindo os meus ouvidos.
Coisas do nosso cérebro dotado de muitas facetas.
Adoro quando algum artefato aparece quebrado e eu posso consertar.
Para isso tenho uma caixa de ferramentas simples em Sorocaba e outra em São Paulo.
Pequenos consertos, nada muito sofisticado.
Antigamente a minha ansiedade fazia eu cometer pequenos erros tal qual o de substituir os fios numa tomada e não experiementar se estava funcionando, antes de fechar o espelho na parede.
Hoje eu sempre experiemento o que considero o final do conserto e só depois eu dou o acabamento.
Gostei de consertar o São Francisco que caiu de uma prateleira alta por causa de uma ventania na sala.
Gosto do restauro.
Por coincidência ou não, outro pequeno São Francisco quebrou nas mãos da moça que limpa a casa dos filhos.
Caiu e espatifou-se, acabando nas minhas mãos para ser restaurado.
Os dois em espaços diferentes, estão em pé, abençoando e me lembrando do carinho com os animais e principalmente do desapego aos bens materiais.
Apego-me à dança das palavras e da boniteza que é ser provocado pelos seus vários significados.
A música que fala sobre amor e sobre o Rio de janeiro me leva à outra canção que é a: De Janeiro a janeiro da Roberta Campos.
Esse é um título que aflora o significado da minha frase que Diz que a Arte, ou a Artista, são para sempre, já que sempre é todo dia.
Assim são os seres multitarefas que não se contentam em focar numa só possibilidade de colocar o cérebro e as mãos na massa.
Não se trata de tratar esta característica como a mais sensacional e a mais fantástica.
Sensações e Fantasias.
Na fábula fabulosa da cigarra e da formiga, tanto uma como outra trabalha a sua característica central, seu cerne, seu âmago e ambas estão presentes intensamente neste universo chamado Vida e vida em abundância de opções.
O que ocorre é a empatia necessária para o comvívio diário com tanta diferença.
A compreensão da limitação e da expansão de todos os atores das cenas caseiras.
Aqui o Caseiro refere-se às Nossas Casas das Razões Mágicas.
Até aí é indispensável a paciência e a respiração zen.
Acabei de ouvir de uma mulher fantástica do instagram, que mistura seriedade com graça, falar sobre as pessoas que querem que os outros se moldem à sua vontade.
São as que estão sempre certas num mundo totalmente incerto.
Claro que preciso melhorar bastante neste quesito, mas julgo perceber bastante empaticamente os andares dos outros, mesmo que sejam radicalmente diferentes dos meus.
É multitarefa incessante e deve ser experientada à exaustão.
Nunca fechar o espelho na parede antes de experimentar o resultado do conserto.
Ouvir no espaço que eu estou, uma canção num ritmo diferente da tarefa que eu tenho que realizar.
Numa confusão que funde junto, oposições saudáveis que só aumentam o meu volume de aprendizado.
Quero ser melhor na observação dos detalhes, já que é o Todo que me encanta mais.
Experimento e desejo


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Certo, o incerto

Indonésio

Vídeo Game