Os dedos ágeis do menino aqui ao lado agilizaram minha vontade de escrever. Direita, esquerda, para cima e para baixo e os dedos percorrem a tela pequena do celular. Lembrei do episódio do CSI onde o sujeito descobre a senha do celular do moço com o corpo estendido no chão, através da gordura do seu dedo escorregadio impressa na tela. O personagem do jogo do menino, salta para tentar alcançar de cabeça a bola vinda do lateral direito. Já o meu jogo não tem personagem, tem balas e doces que, de três em três, dão espaço para os outros doces que vêm da parte de cima do tabuleiro. Ele tem que acertar o gol e eu tenho que destruir gelatinas. Falando em destruir gelatinas, a minha hérnia de disco, mais o nervo pinçado não me dão mais tantos problemas. Problema mesmo, nessa última fase, é destruir as bombas que começam a aparecer já piscando no número três. Haja brigadeiros e listrados justapostos a envelopinhos de balas para concorrer com essas bombas ligeiras. Enfim, ao meu lado o moço ...
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