Vida útil
A minha vida acontece.
São inúmeros acontecimentos que me ensinam mais do que o suficiente.
O suficiente para o ansioso nunca é o que basta.
E são muitas histórias extraordinárias.
Isso mesmo.
Extra = além, do Ordinário = da ordem natural.
As histórias vão além do ditado pela ordem natural.
São fantásticas, mas críveis.
Eu como no lanche das dezoitos horas e tanto, um queijo quente.
Um tempo depois me dá uma vontade louca de doce, o que é a prova da minha ansiedade plena.
Ontem exagerei mesmo.
Uma amiga veio em casa e havia a chance de tomarmos um café.
Ela nem almoçou e nem tomou café, mas eu havia comprado a preços módicos aqueles biscoitos recheados de nome Passatempo.
Nunca uma bolacha teve um nome tão apropriado para falar sobre a ansiedade inerente.
Passatempo.
O exagero está em passar o tempo todo comendo a embalagem inteira da guloseima.
Não consigui parar e lá se foi o início da minha dieta de doces.
A partir de hoje, zero doce.
Eu consigo ficar no meu bol de yogurte com granola.
Adoro.
Consigo mesmo e já fiz isso, além dos cotidianos de uma hora de bike na academia.
Ontem fiz a bioimpedância e o único indice anormal foi a barriguinha mesmo.
O meu último exame de sangue mostrou a glicemia muito boa, mas a hemoglobina glicada acima.
A meta é zero doce, zero arroz, zero massa e dou para isso uma risada incessante, já que o que o meu almoço está sendo salada, legumes e uma proteína.
Eu não comecei dizendo que a minha vida é uma constante de acontecimentos extraordinários?
Nasci artista e professador.
Essa é a razão do meu doutor oficial de rotina sempre me perguntar:
Você está desenhando, né Betu?
Estou e estou professorando também.
A válvula desenhística é importante já que parece ser uma senha para a diminuição da ansiedade do indivíduo.
Praticamente todos os artistas têm uma ansiedade crônica, uma necessidade de expressão cotidiana, um mostrar-se em linguagens múltiplas.
Tenho observado que as alunas e alunos que têm aptidão para a Arte, quase todos roem as unhas.
Ansiedade.
Desejo de fazer alguma coisa, estar em movimento cerebral e físico.
Tudo é urgente.
Eu adoro falar não para a minha companheira quando ela pede alguma coisa, já que ela sabe que levantarei correndo e vou fazer.
Por mais incrível que pareça não é medo, mas vontade de realizar mesmo, afinal ela é um doce de candura, mais doce do que rapadura.
Rio porque o que seria do mundo sem as mulheres nos orientarem no caminho?
É vida e precisa ser encarada, no sentido do cara a cara, sem dedo em riste, mas face a face, já que o espelho não pode se quebrar correndo o risco dos tais sete anos de azar.
A minha sorte é providencial, mas faço o que faço por achar bonito.
Sou cercado de bonitezas e quando a boniteza não está, a feiura se afasta.
Tenho pouco contato.
De vez em quando gosto de me expressar com palavras escritas.
Cá estou eu observando que há boniteza na feiura, como Matisse externou depois de pintar o retrato de uma mulher com cores não similares as da Realidade:
Isso não é uma mulher, é uma Pintura
São inúmeros acontecimentos que me ensinam mais do que o suficiente.
O suficiente para o ansioso nunca é o que basta.
E são muitas histórias extraordinárias.
Isso mesmo.
Extra = além, do Ordinário = da ordem natural.
As histórias vão além do ditado pela ordem natural.
São fantásticas, mas críveis.
Eu como no lanche das dezoitos horas e tanto, um queijo quente.
Um tempo depois me dá uma vontade louca de doce, o que é a prova da minha ansiedade plena.
Ontem exagerei mesmo.
Uma amiga veio em casa e havia a chance de tomarmos um café.
Ela nem almoçou e nem tomou café, mas eu havia comprado a preços módicos aqueles biscoitos recheados de nome Passatempo.
Nunca uma bolacha teve um nome tão apropriado para falar sobre a ansiedade inerente.
Passatempo.
O exagero está em passar o tempo todo comendo a embalagem inteira da guloseima.
Não consigui parar e lá se foi o início da minha dieta de doces.
A partir de hoje, zero doce.
Eu consigo ficar no meu bol de yogurte com granola.
Adoro.
Consigo mesmo e já fiz isso, além dos cotidianos de uma hora de bike na academia.
Ontem fiz a bioimpedância e o único indice anormal foi a barriguinha mesmo.
O meu último exame de sangue mostrou a glicemia muito boa, mas a hemoglobina glicada acima.
A meta é zero doce, zero arroz, zero massa e dou para isso uma risada incessante, já que o que o meu almoço está sendo salada, legumes e uma proteína.
Eu não comecei dizendo que a minha vida é uma constante de acontecimentos extraordinários?
Nasci artista e professador.
Essa é a razão do meu doutor oficial de rotina sempre me perguntar:
Você está desenhando, né Betu?
Estou e estou professorando também.
A válvula desenhística é importante já que parece ser uma senha para a diminuição da ansiedade do indivíduo.
Praticamente todos os artistas têm uma ansiedade crônica, uma necessidade de expressão cotidiana, um mostrar-se em linguagens múltiplas.
Tenho observado que as alunas e alunos que têm aptidão para a Arte, quase todos roem as unhas.
Ansiedade.
Desejo de fazer alguma coisa, estar em movimento cerebral e físico.
Tudo é urgente.
Eu adoro falar não para a minha companheira quando ela pede alguma coisa, já que ela sabe que levantarei correndo e vou fazer.
Por mais incrível que pareça não é medo, mas vontade de realizar mesmo, afinal ela é um doce de candura, mais doce do que rapadura.
Rio porque o que seria do mundo sem as mulheres nos orientarem no caminho?
É vida e precisa ser encarada, no sentido do cara a cara, sem dedo em riste, mas face a face, já que o espelho não pode se quebrar correndo o risco dos tais sete anos de azar.
A minha sorte é providencial, mas faço o que faço por achar bonito.
Sou cercado de bonitezas e quando a boniteza não está, a feiura se afasta.
Tenho pouco contato.
De vez em quando gosto de me expressar com palavras escritas.
Cá estou eu observando que há boniteza na feiura, como Matisse externou depois de pintar o retrato de uma mulher com cores não similares as da Realidade:
Isso não é uma mulher, é uma Pintura
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