Textou

Quase sem expressão não existe.
O que resiste é a expressão.
Até dormindo a gente exprime nossas inteligências.
Hoje a dona Anna reapareceu no meu sonho com uma doença que me instigava a não procurar a solução, mas interferir para que ela vivesse com uma dor menor.
E no sonho era eu.
A mulher era ela em pé, sorrindo.
Era eu procurando injeções e bisturis para abrir espaço num órgão que nem sei se existe.
Abrir espaço para que ela conseguisse expelir o xixi.
A obstrução era feita por este órgão possivelmente inexistente.
Acordei algumas vezes no meio deste sonho e reconhecia que a dona Anna aqui já não está mais.
Acho que consegui abrir o tal espaço para o xixi se extravasar através do seu canal habitual.
Ontem escrevi sobre a poesia que há em todas as coisas.
Poderia escrever poeticamente sobre o que significaria este sonho, mas me contento com o fato da dona Anna estar sempre presente.
Penso que tudo isso é uma colagem do que a gente vai vivenciando, passo a frente de outro passo.
Quase tudo em nós é expressão da nossa existência e das nossas crenças não aleatórias.
Quando sonho com meu pai ele está sempre sentado nú na cama.
E eu também estou na cama porém vestido, na posição que assisto os jogos do Palmeiras na TV.
Outra vez eu digo: Para que significar um sonho tão bonito que ressalta a presença do Mestre?
Uma figura carismática e engraçada.
Duas frases faladas altas por ele, lá do quarto do Fundo:
Ela fazia Betu, Fazia!
A outra:
Ela inventa, Betu, ela inventa.
Duas expressões incriveis deste senhor que era muito autruísta, até demasiado.
Veja que estas duas figuras são emblemáticas, afinal elas foram responsáveis por gerar cinco figuras. Figuraças.
Nada mais diferente um do outro, ligado fraternalmente por uma sensibilidade intrínseca em ambos.
A sensibilidade nos move pelos mais diferentes caminhos.
Isso é importante, porque na mesma casa habitam seres que tem contato com tantos outros seres que devem e podem nada ter a ver com os muitos conselhos caseiros.
Assim é formada a diversidade e assim podemos escolher entre muitas possibilidades.
A resposabilidade é toda nossa.
É toda minha.
Escolho a boniteza como sempre, mesmo que a boniteza não nos armadure das coisas más que nos cercam, validando a nossa eterna imperfeição.
Esta é a minha sina.
Saber que a perfeição é um cálice de madeira mostrado nos Caçadores da arca perdida.
A perfeição é como o rum nos Piratas do Caribe que não vai além da tela.
Aqui estou pensando que não estou sendo filmado no meio da rua, ou na academia


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