Nove

Ontem, dia 8 de janeiro, fiquei tão empolgado que já escrevi que o dia era Nove de janeiro.

Noves fora, oito.
Este oito que é símbolo de infinito.
Essa vida infinita, onde nada se perde e tudo se transforma.
Viemos com hidrogênio, carbono e a tabela periódica inteira e o que vamos deixar são estes elementos espalhados pelos cantos onde estaremos próximos.
Acho bonito este movimento.
Do Universo para o Universo.
Enquanto isso eu vou me movimentando entre os nascimentos e as convivências.
Viver entre o conjunto de pessoas que eu vou encontrando entre conhecidos e desconhecidos, ligados pela energia elétrica dos corpos e mentes.
Estou prestes a fazer uma torta alemã de maçãs onde só vão ingredientes secos na massa.
Nós somos setenta por cento água e é dessa água que posso pensar que somos hidroelétricas humanas.
Energia é vital para todo desenvolvimento e as unhinhas da bebê já vêm crescidas.
O pequeno arranhão no rostinho fez com que a mãe aparasse as unhas da pequena.
Assim corre o tempo e a gente corre ao lado, nem atrás e nem na frente, ao lado.
Faço isso pra não perder o compasso, mesmo que a minha velocidade do metrônomo seja acelerada.
Acho bonita essa correria e a frase de efeito que diz que não importa o início e nem o fim.
O que importa é a caminhada.
E é nessa caminhada que encontramos a vida e vida em abundância.
Todos os encantos e desvios, ruas e meios fios.
O suficiente para imaginarmos artesanias embaixo da chuva que hoje cai, acompanhada de um mormaço intenso.
Penso e sinto o vapor se deslocando do asfalto fumegante.
Quando cessa a chuva o caminhar é escaldante.
A gente gosta de reclamar sempre, fazendo frio, ou calor.
Pra nós humanos nunca o evento está bom, sempre a tal galinha do vizinho é mais bonita que a nossa.
Somos descontentes por natureza, ou para que a vente sempre deseje algo mais adiante, ou mais adiantado.
Eu escrevo sobre isso, mas luto incessantemente para não cair nesta armadilha cotidiana.
Avante, remando em frente, enfrentando.
Existem tantas pessoas que precisam de um sorriso e um abraço que o doce da torta de maçã acaba sendo apenas um símbolo.
Infinitamente infindo


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