Seguindo

A seguir, as dúvidas.
O que se passa com a mulher que fica furiosa com um olhar da jovem senhora que usa óculos?
Essa fica impávida ao ouvir os xingamentos, ofensas e ameaças da mulher.
Eu vou te arrancar os olhos, a outra grita.
Eu fico me observando e olhando mais três moços que poderiam me ajudar se a mulher partisse para a ofensiva.
Entre a segunda e a terceira estação ela parou.
Silêncio.
Logo depois voltou a falar alto e repetir os palavrões e agressões verbais.
A jovem senhora permaneceu em silêncio, olhando sempre para frente.
Saltei na República.
Encontrei na frente do mercadinho o segurança magrinho, meu amigo, que eu já sabia que iria me contar novidades.
Antes me pediu um forte abraço.
Depois começou a me falar sobre a hostilidade de um policial militar que o abordou no trabalho.
Para colocar você a par do que aconteceu anteriormente aqui vai:
De manhã ele pediu para uma mãe, com duas crianças, que ficassem na calçada em frente, não tão próximas à porta do mercado.
Iam pedir por alimentos aos clientes.
Logo após um outro policial sozinho, foi comprar alguma coisa e ouviu uma das filhas da mulher lhe pedindo se ele poderia lhe comprar bolachas.
Ele disse que sim e ela o acompanhou.
O segurança pediu que ele esperasse um pouco, pois ia avisar o pessoal do mercado que ele estava acompanhando a menina para lhe comprar a guloseima.
Assim foi feito e tudo voltou como antes.
Mãe e filhas sentadas na calçada, porém a filha com um pacote de bolachas nas mãos.
Depois desse rolê é que chegou a viatura com dois outros policiais.
Um deles saiu do carro e logo foi intimando o segurança:
Você viu essa mãe agredindo uma das filhas?
Ele resposdeu que não viu nada, pois não fica só ali na frente, já que toma conta do estacionamento que fica no subsolo e também ajuda com os carrinhos dos clientes.
Ao ouvir o não como resposta, pediu os documentos para o porteiro, que devido a violência do pedido também disse que não iria mostrar o documento.
Enlouquecido o guarda voltou para o carro e pediu para o colega se dirigir à filha, que disse que não ter sofrido nenhuma agressão.
Quando a viatura deixou o local o porteiro sacou o celular e além de pedir auxílio para um policial civil que trabalha na delegacia ao lado, fotografou a placa da viatura.
Mais tarde apareceu outra viatura mais familiar e a guarda feminina explicou ao meu amigo que ele deveria ter mostrado o documento, mas reprovou a agressividade do colega.
Uma semana após o arrombamento do vidro do nosso carro e do furto do celular ligado no Maps, o Instagram mostrou a reportagem de como os criminosos atuam na Radial Leste.
Quando o policial da delegacia ao lado foi falar com o meu amigo segurança, ele estava indignado, mas o amigo o acalmou dizendo:
Calma, já ficou tudo bem.
E de repente fica tudo bem, afinal só não há remédio para a morte, todo o resto a gente vai resolvendo.
Existe uma frase recorrente que diz que a Inteligência é a nossa capacidade de resolver problemas.
Não é só isso.
É igualmente inteligente conhecer e equilibrarmos as nossas emoções.
As nossas relações, interpessoais, inclusivas, incluem também alguma indignação.
Indignar-me também é preciso.
Quando reflito sobre isso o que me vem à mente é o poder do vil metal.
Como saber disso é frustrante.
Porém essa vida deve ser vivida nos termos da sobrevivência e de pelo menos um doce olhar artístico, estético.
A minha moral e a minha ética não estilhaçam vidros, com ou sem insulfim


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