Manifesto

Ontem, assistindo a terceira temporada de uma série de ficção científica percebi algo que parece tão óbvio.
As questões são sempre atravessadas pelos conceitos do Bem e do Mal.
Os conceitos e suas dúvidas.
Nada além do que a vida como ela é.
E é aí que eu me envolvo numa dúvida saudável, assim como é a proposta da série.
O suspense, que está na suspensão, na elevação da dúvida e não na sua retirada, como se quiséssemos consertar tudo.
As coisas estão acontecendo a partir de Visões catastróficas, mas sempre dão soluções amistosas e felizes depois de realizadas as ações propostas pelos enigmas dos Chamados.
As Visões.
Os personagens, as personas, nós mesmos, começamos a questionar se a origem de tudo está no mal, ou está no bem.
O meu resumo, enquanto escrevo essas mais ou menos razoáveis traçadas linhas, é que essas são nossas questões mundanas, regadas sempre a uma dose de Mistério.
Tudo fazendo parte daquilo que nos é colocado para resolvermos, ou deixarmos barato.
Porém, nunca nos é deixado barato.
Tudo nos é, de alguma forma, caro.
Porque qualquer escolha nos é cobrada.
Claro que assistirei a série até o fim e verei como o criador propõe o final, esperando algo mais do que aquele final do Lost.
Adoro quando os roteiristas colocam alusões a outras séries.
As duas roteiristas de um dos capítulos escreve a fala da parceira da detetive.
Depois da volta da amiga, a parceira dá-lhe um forte abraço e pede encarecidamente para que ela nunca mais a deixe com um parceiro que cultua uma paixão imensurável por trens de brinquedo.
Rio porque esse é o Sheldon.
Sempre considero que esses roteiristas merecem muita grana pela sua inteligência e poder de costura.
Não só eles e elas, mas toda a equipe que produz em nós essas doses de entretenimento.
Cabe a nós a fruição.
Um dia meu médico me disse que eu posso comer de tudo, mas em pouca quantidade.
Além dos exercícios motores estou comendo pouco e bem.
Escrevo assim, porque a nossa matéria humana se adapta às mais variadas condições físico/químicas/espirituais.
Eu creio e eu procuro, parecendo o Chico Cesar:
Procurando a gente acha e achando segue procurando.
Na procura a gente vai espalhando bem querer


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