Séries
Estou assistindo uma série que é protagonizada por um Trapaceiro.
Habilidoso em contar mentiras.
Caminhei refletindo sobre a capacidade que um trapaceiro tem para observar os detalhes e ao mesmo tempo ir relacionando com suas memórias para tramar uma saída.
Sim, uma saída para tantas enrascadas que lhe são impostas.
Óbvio que relacionei com o processo criativo e é também isso que esse trapaceiro processa para tomar uma atitude.
De outra fonte, a do Senhor Pablo Picasso, nasce a ideia que toda Arte é uma Mentira feita para conhecermos a Verdade.
Aqui, a mentira compreende o fato de um desenho de uma maçã não ser a maçã de verdade.
Acaba por ser a Verdade que nasceu do gesto do artista e pode ser experenciada pelo mundo todo.
Calculo que o protagonista Marius é um artista, tamanha a habilidade que ele tem para criar várias verdades.
Outra ideia que me sobrevoa é aquela que questiona se essa vida que estamos vivendo é a tal Realidade.
Claro que são pensamentos aleatórios girando em torno de várias situações que permeiam verdades e mentiras.
Há também a ideia que persiste, onde a omissão de um fato revela-se como mentira.
Eu omito certas ações para evitar constrangimentos, já que essa omissão não fere, nem agride nenhum dos envolvidos.
Você poderá discordar, ou concordar comigo, mas sempre será algo a se pensar, já que tudo o que faço é agir com o sentimento da coisa boa.
A energia da alegria e do remar sempre em frente.
A verdade é que eu não gosto nada daquela expressão muito usada, que diz:
Na Verdade...
Ariano Suassuna nutre uma admiração pelos mentirosos que mentem por amor à Arte.
O mentiroso lírico, aquele que mente para entreter.
Estás vendo que somos todos farinha do mesmo saco?
Eu tenho pouco tempo pra mentir, porque sou professor e não minto para os meus alunos.
Inclusive não me lembro de uma mentira que contei, já que faz muito tempo que estava no Ensino fundamental e tirei uma nota Dois em Matemática.
Dona Anna e o Seu Jorge me perguntaram se eu já tinha o boletim para eles assinarem e eu no desespero do momento disse que não.
Demorou uma semana para que eles assinassem o documento.
Rio porque eu não falo nem palavrão.
De novo, nunca achei bonito, assim
como acho muito feio mentir.
A verdade é que até outro dia a pessoa me oferecia um doce, por exemplo e eu sempre dizia: Não obrigado.
A verdade é que com o avançar da idade eu vou logo dizendo:
Sim, agradeço a gentileza
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