Luzes

Eu posso ver figuras nas manchas das paredes e isso é uma afirmação.
Assim como eu precisava entregar o meu RG para a minha vice diretora da escola pública, da qual estou aposentado.
Isso não é relevante para a leitura visual que faço do mundo, porém ao sair do carro, parado em frente ao portão de entrada da escola, avistei o menino maravilhoso, filho de uma querida professora, que trabalha na secretaria.
Tanto ele quanto eu ficamos alimentados de luz.
Eu parado do lado de fora e ele do lado de dentro, separados por uma tela de metal pintado.
Pelos vãos nos demos as mãos e ele foi de uma gentileza fantástica.
De mãos dadas pelos vãos da tela nos dissemos figuras várias, daquelas que vemos nas manchas das paredes e daquelas que nos aparece no vão das coisas e na sensibilidade das tantas pessoas.
O quanto fazemos falta e como são esses momentos de reencontro que abrem caminhos de luz para nossos próximos passos.
Cada qual nos seus próximos passos.
A minha intenção direta com esse texto é encaminhar pra você o quanto um fato se relaciona com o outro.
O ver as manchas e o ser abraçado pelo encantamento da matação da saudade.
O fato de mirarmos o inesperado e apreciá-lo.
A natureza das coisas é a mesma e o fato da maioria não se dar conta sobre o que estou falando, impõe ao conceito, mais valia.
O meu egoísmo cada vez é mais avantajado, dado que tudo o que vejo, sinto e expresso, me enche de alegria.
Chega a ser Felicidade.
Imponho as mãos sobre a minha própria cabeça e me unjo com essa satisfação.
Eu me imponho significado.
Uma foto me emociona, emocionado relaciono memórias e assim não preciso escrever ao contrário como teve que fazer Leonardo.
Leonardo era difícil de ser compreendido, mas vive para a nossa compreensão

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