Continuidade

Último dia do ano?
Vida que segue.
Nem dei um Google para pesquisar quantas guerras estão en curso.
Todas movidas por interesse financeiro, poder e acumulação.
Daqui onde pedalo vejo imagens de lugares bonitos do mundo todo para serem visitados.
Está difícil não juntar o dinheiro do mês para apenas sobrevivê-lo.
Vida que segue.
Quando ouvi falar da origem do sistema solar e depois da origem da Terra e mais tarde da gente notei que faz tempo.
Quem determinou a divisão do tempo em dias, semanas e mais rótulos pensou em determinar, obrigar, sentenciar e colocar todo o mercado com os olhos ávidos e sedentos.
Penso que os dias merecem mais cuidado.
Cuidar para que nós que estamos inseridos nele, possamos tornar mais vividos do que consumidos.
Sobre isso ontem eu ouvi que as máquinas substituindo os humanos, tirando os seus empregos, nem assim conseguirão nos eliminar porque o mercado não deixará que isso aconteça, afinal ele, o mercado, precisa de nós, os consumidores.
Faz tempo que não somos mais seres humanos, somos consumidores.
Nunca me esqueço que ainda no começo do século XX, as crianças eram jogadas as traças.
Não tinham nem voz, nem vez.
Foi aí que um marqueteiro genial pensou que são as crianças os primeiros motivadores e engrenagens do consumo.
Foi criado o termo infância e um pouco mais tarde a adolescência.
Vida que segue.
Logicamente já ouvimos que esse é o último dia do resto de nossas vidas.
E é.
Não considero resto, mas o tal tempo que ainda caminhamos em direção ao bem viver o Hoje.
Esse dia tão especial que me basta voz e presença, para que eu possa cuidar da minha vida, já que a minha vida é conhecer a partilha e usá-la sem parcimônia.
Afinal eu não tenho vergonha na cara.
Essa eu perdi, nem sei como, no segundo ano do Ensino médio.
Que de médio não temos nada, nem seu derivado medíocre.
Vida que segue e eu daqui sigo insistindo na expressão do desenho.
Desenhando mistérios e construindo pontes acordadas  

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