oxxo
Mistérios das línguas estrangeiras.
Nunca achei conveniente falar que o estrangeiro é estranho, apesar do nome da loja de conveniência mexicana ser escrito OXXO e a pronúncia, segundo a própria propaganda, seja ÓQUICIÔ.
Rio porque na infância eu pensava que o sucrilho era QuéloKis e não Kellogg's.
Muito mais estranho foi quando comecei a ler e visitei a casa do Nono e da Nona em Regente Feijó.
Preste muita atenção porque a compreensão será difícil.
Na casa havia um toca discos e um disco especial era o que continha clássicos do Walt Disney.
Sempre que visitava meus avós lia na Capa do vinil:
Walt, diz Ney.
Ou seja, o Ney dizia o nome Walt.
Rio porque a criança já nasceu com o gene criativo do ótimo humor.
Ruas estreitas de como ouvimos as mensagens e a compreendemos.
Hoje inclusive, podemos ouvir as mensagens em velocidade, uma, uma e meia e duas vezes maior.
Até isso tem a ver com a nossa paciência cada vez mais doutrinada pelos vídeos de trinta segundos de atenção.
Imagina a atenção que os nossos queridos alunos depositam na gente, sedentos de oferecermos o conteúdo da História e do Fazer Artístico.
Rio novamente porque a batatinha espalha a rama pelo chão e jamais se esparrama.
Essa pressa com certeza é inimiga da perfeição, porém os mesmos alunos dirão que Ninguém é perfeito.
Desta vez não vou rir porque ninguém é prefeito mesmo.
Nem eles, nem eu.
Assim seguimos na lida constante em busca de relacionamentos mais saudáveis e que possibilitem integrações, empatias, para que jovens e adultos sejam facilitadores da aprendizagem.
Uma aprendizagem mais ampla do que aquela que mora no espaço escolar.
A aprendizagem além dos muros.
Essa que nos aproxima de uma maior compreensão das necessidades físicas e emocionais do Humano e essa que eletrifica os afetos e as alegrias movidas por ações de carinho e cuidado.
As pessoas dizem que é fácil falar, mas nem falar sobre isso é tão fácil.
É preciso um exercício constante das linguagens afetivas.
Efetiva como aprender a andar de bicicleta e nunca mais esquecer, ou mesmo aprender a jogar ping-pong e sempre conseguir jogar quando aparece uma mesa com redinha.
Imagine esse nome dito por um chinês.
Que maravilha:
Ping-pong.
Por genuína curiosidade coloquei Ping Pong no tradutor e cliquei no falantezinho:
Kin Kon
Vielas das línguas estrangeiras em contato direto com a nossa vivência.
Essa que aproxima o Ping-pong do King-kong.
Rio novamente porque imaginei o King jogando ping com o Godzilla.
Estaria mais para a gargalhada total se eu imaginasse assistir o Ultraman nos dias atuais.
Num episódio de Perdidos no espaço a gente conseguiu ver o Zíper da fantasia do alienígena.
Isso passa a ser um mistério do tempo mais do que o da Língua.
Hoje a Linguagem visual e a estética visual são totalmente antagônicas a dos anos sessenta.
Porém, eu gosto de pensar sobre o quanto a gente tinha que inventar mil artimanhas visuais e manuais, para atingir um resultado que as outras pessoas pudessem se entreter e fruir as imagens, por exemplo.
Acabei de estar num belíssimo estádio de futebol para assistir um bom jogo de futebol, com dois times muito bem treinados e com bons jogadores.
Quando eu usei a Loja de conveniência OXXO como tema, no mesmo instante pensei no bordão futebolístico OXO.
Para quem não sabe, OXO é quando um jogo termina O a O.
Sem gols.
Hoje o nosso time perdeu e isso nos últimos anos é evento raro.
Tão raro que mesmo com a derrota ainda seguimos Líderes da competição Brasileira.
Não sei se a Loja de conveniência mexicana é líder de alguma coisa, mas outro dia precisei de leite e queijo fatiado depois do horário de expediente.
Encontrei uma OXXO no caminho.
Foi conveniente.
Será que a minha falta de gosto pelo planejamento me é conveniente?
Não parei ainda pra pensar.
ÓXENTE menino, pare
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