Educar
Pensei numa crônica curta.
Eu sou apaixonado pela educação.
Formal e também pela informal.
Ontem almocei num restaurante por quilo na rua Joaquim Floriano.
Muito boa a comida, adequada a minha dieta farta em legumes, na salada e cozidos.
Todos os dias beterraba, cenoura, couve flor, chuchu, brócolis, repolho entre outras guloseimas ditas saudáveis.
Coloquei tudo no prato branco e oval e me dirigi à fila.
Uma moça para pesar os pratos e duas balanças.
Nenhuma marcação no chão e nem aquelas pilastrinhas usadas nos bancos.
Na minha frente estava um moço com o seu prato.
Outro moço mais moço foi entrando do lado dele olhando sempre para a frente.
Comecei a observar a reação do primeiro moço.
Ele começou a se indignar com o fato do outro moço ir passando na sua frente.
Essa é a questão crucial.
Não era na frente, era do lado.
Do lado mas sempre um tanto à frente do primeiro.
Vendo que ele foi ficando muito indignado, mas sem a reação de chamar à atenção, eu falei pra ele:
Elr deve ter déficit de atenção.
Ele sorriu amarelo.
Enfim.
Deixou o moço pesar primeiro, a moça pesou o dele e depois o meu.
Claro que quando chegou a minha vez eu comentei com a moça:
Está difícil de entender as filas.
Ela me disse que ela é que se movimenta entre uma balança e a outra.
Disso eu não tenho dúvida.
Sandrinha veio depois e nos sentamos na primeira mesa, junto com outras pessoas.
Comentei que iria falar com o moço do caixa que tinha cara de dono, ou gerente, depois de devorarmos nossos manjares.
Não manjares doces, afinal estou há dois meses no açúcar zero.
Tudo, mas tudo mesmo é questão de educação.
Acabamos, fui pagar a conta, o dono gerente pegou os dois cartões, passou pelo infravermelho e me disse o valor.
Paguei e perguntei a ele se não era bom identificar Duas filas, uma para cada balança.
A resposta foi sensacional:
Ah, vão ficar muitas fitas no chão para pouco espaço.
Uns reclamam, outros nem ligam, alguns brigam, outros acham graça, então Vamos deixar como Educação Social.
Achei um excelente tema para levarmos para as escolas.
A teoria do Kaos.
Vamos deixar todas as peças esparramadas para ver se o bom senso geral acaba arrumando o quebra-cabeça.
Amei, só não achei ainda o tal bom senso
P.S.- Esse Kaos com K é uma homenagem ao Agente 86
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